Passo evolutivo

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Sucessor de um modelo que marcou pela ousadia de estilo, o novo
BMW Série 5 traz mais conforto, segurança e preservação ambiental

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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A geração E60 do BMW Série 5, lançada em abril de 2003, passará à história da marca como um de seus melhores desenhos na opinião de muitos. Ao contrário do Série 7 de 2001 e do Z4 de 2002, que receberam muitas críticas, aquele modelo da classe intermediária da empresa de Munique obteve ampla aprovação por suas formas ousadas, que davam um passo à frente na linhagem BMW sem cair no exagero. Mas seis anos já se passaram e era hora de estrear o novo Série 5, designado pelo codinome F10.

Como costuma acontecer com desenhos ousados, o 5 passou por um processo evolutivo, que conserva muitos elementos do anterior, mesmo em se tratando de um carro todo novo. Nota-se sobretudo a adoção de vincos e nervuras no capô e nas laterais, para um ar mais robusto e esportivo, em oposição à limpeza de superfícies do E60. A dupla grade está mais larga e proeminente, com o mesmo objetivo, mas não poderiam faltar a "Hofmeister kink"
— a curva peculiar na parte traseira dos vidros laterais, que o acompanha desde o primeiro modelo em 1972 — e a forma habitual da tampa do porta-malas e das lanternas com leds. Os faróis também usam aros de leds como luzes diurnas. Impressiona a distância entre eixos de 2,97 metros, a maior na categoria, que deixa os balanços dianteiro e traseiro bem curtos. O Cx é que pode decepcionar: 0,28, enquanto a geração de 1995 já chegara a 0,27. É verdade que há novas exigências de segurança em atropelamentos e os pneus estão cada vez mais largos, mas o rival Mercedes-Benz Classe E está com 0,25.

No interior, o painel levemente voltado ao motorista mantém o ar discreto habitual na marca. O mostrador elevado da central de controle I-Drive vem em duas versões, de 7 e de 10,2 pol, esta com alta resolução de 1.280 x 480 pixels. Continua disponível a projeção de informações no para-brisa (head-up display), que inclui indicações do navegador opcional, e o volante com ajuste elétrico se move para facilitar o acesso do motorista. O revestimento pode ser em seis cores de couro natural ou três de couro sintético. Entre as comodidades estão ar-condicionado com quatro zonas de ajuste, acesso à internet, sistema de entretenimento para o banco traseiro com dois monitores de vídeo e fechamento automático e suave das portas. O porta-malas comporta 520 litros.

Sete versões serão oferecidas na fase inicial no novo Série 5. A 523i e a 528i compartilham o motor de seis cilindros em linha e 2.996 cm³ com injeção direta, que no primeiro desenvolve potência de 204 cv e torque de 27,5 m.kgf, e no outro, 258 cv e 31,6 m.kgf. No 535i vem outro seis-em-linha, o de 2.979 cm³, com injeção direta, um só turbocompressor (como no 535i GT) e sistema de admissão Valvetronic, que dispensa borboleta de aceleração, inédito na versão do sedã. Fornece 306 cv e 40,8 m.kgf, o bastante para acelerar de 0 a 100 km/h em 6 ou 6,1 segundos (caixa manual e automática, na ordem) e chegar à velocidade limitada de 250 km/h. O topo de linha, enquanto não aparece o novo M5, é o 550i com um V8 de 4.395 cm³, dois turbos, injeção direta, 407 cv e 61,2 m.kgf, para 0-100 em 5 s e a mesma máxima. Existem ainda três opções a diesel: 520d, de quatro cilindros, 1.995 cm³, 184 cv e 38,7 m.kgf; 525d, de seis cilindros em linha, 2.993 cm³, 204 cv e 45,9 m .kgf; e 530d, em que o mesmo motor rende 245 cv e 55,1 m.kgf. Este último faz de 0 a 100 em 6,3 s e alcança os habituais 250 km/h.

Em nome da redução de consumo e de emissões, toda a linha traz assistência elétrica de direção (novidade no 5), caixa manual de seis marchas e opção de automática de oito marchas, com comandos de trocas manuais no volante opcionais. A caixa manual de 535i, 520d e 525d usa lubrificação a cárter seco para menores perdas por atrito. Algumas versões vêm com parada e partida automáticas, regeneração de energia das frenagens para carregar a bateria e desconexão do alternador sob aceleração. Portas, para-lamas dianteiros, compartimento do motor e grande parte da suspensão são de alumínio para eliminar peso e distribuí-lo melhor entre os eixos, como é ponto de honra na BMW. O sedã pesa de 1.625 kg (523i manual) a 1.830 kg (550i, que é sempre automático) e sua resistência à torção cresceu 55%.
Continua

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Data de publicação: 24/11/09

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