Grã-turismo com praticidade

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A BMW fala em caráter esportivo, mas é na conveniência de
uso que o novo Gran Turismo se destaca do Série 5 tradicional

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação
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Norte-americanos, assim como seus colegas de continente aqui debaixo do Equador, não gostam de hatches acima do segmento médio. Já europeus os aceitam bem (os alemães menos, os franceses mais) e isso parece explicar o lançamento do BMW Série 5 Gran Turismo, que havia aparecido como carro-conceito em março no Salão de Genebra.

O nome carismático
— e curiosamente igual ao do cupê da Maserati — tenta dar esportividade a uma variação que, em essência, adiciona aspectos práticos ao Série 5 de três volumes. O GT é um cinco-portas e, como tal, permite fácil acesso ao amplo compartimento de bagagem (440 litros) por um vão que recorta o para-choque e chega ao teto. A novidade é o segundo modo de abertura da porta, apenas pela parte inferior, sem levar o vidro traseiro com ela. Dessa forma, passageiros não são perturbados por vento, ruídos ou alteração da temperatura interna.

O ajuste longitudinal dos bancos traseiros independentes, em curso de 100 mm, abre escolha entre espaço de pernas de Série 7 (com o porta-malas citado) ou de Série 5 sedã, condição em que a bagagem pode chegar a 590 litros. E há ainda o rebatimento dos bancos para levar o espaço a 1.700 litros. Em qualquer caso, os passageiros de trás desfrutam encostos reclináveis e acomodação para a cabeça similar à de um X5, o que surpreende dada a linha curva com que o teto desce rumo à traseira. Os itens de conveniência passam por ar-condicionado de quatro zonas, disco rígido de 80 Gb para navegação e músicas, sistema de entretenimento com DVD e teto solar panorâmico.

O Gran Turismo chega com três motores de última geração e grande eficiência. O seis-cilindros em linha de 3,0 litros do 535i GT é uma nova versão com um só turbocompressor, injeção direta e sistema Valvetronic, este não usado no biturbo que já vinha em diversos BMWs. Desenvolve potência de 306 cv e torque de 40,8 m.kgf. No 550i GT vem o V8 de 4,4 litros, 407 cv e 61,2 m.kgf, também biturbo e de injeção direta, e o 530d GT traz o seis-em-linha turbodiesel de 3,0 litros, 245 cv e 55 m.kgf. Os dois primeiros levam o carro a 250 km/h (limite eletrônico) e o último a 240, com 0-100 em 6,3, 5,5 e 6,9 segundos, na ordem.

Se os propulsores são conhecidos de várias linhas da marca, a caixa automática de oito marchas, padrão em todo GT, acaba de ser lançada no 760i de motor V12. A técnica avançada do hatch inclui amplo uso de alumínio nas suspensões, molas pneumáticas na traseira e opção de direção com relação variável, associada a pequeno ângulo de esterçamento das rodas de trás.

O Controle Dinâmico de Direção permite ajustar as respostas do acelerador, da direção e do câmbio. Se o carro tiver o controle eletrônico de suspensão, opcional, sua firmeza é ajustável entre quatro programas. No mais esportivo o controle de estabilidade tem atuação mais permissiva. O pacote de segurança abrange ainda bolsas infláveis frontais, laterais e de cabeça, faróis bi-xenônio com facho autodirecional, pneus que podem rodar vazios, controlador de velocidade ativo, alerta para mudança involuntária de faixa da estrada, sistema de auxílio à visão noturna e câmera traseira para orientar manobras.

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Data de publicação: 23/5/09

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