Pequeno com cara de bravo

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Longe da fórmula exótica do A2 de alumínio, o Audi A1 mira o
Mini da BMW com estilo atraente e interior bem-acabado

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

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Salão de GenebraA expressão "compacto premium", tão desgastada pelo mau uso no Brasil em carros que de premium têm muito pouco, resume um segmento com grande potencial para crescer à medida em que, pelas normas de emissões de gás carbônico, os fabricantes precisem recorrer a carros mais leves e econômicos. E é nessa categoria que se insere agora o Audi A1, com estreia no Salão de Genebra em março.

Não se trata do primeiro Audi pequeno: há 10 anos era lançado o A2, um monovolume sofisticado com carroceria toda de alumínio e alto preço, e já em 1974 a empresa oferecia o 50, praticamente igual ao Polo de primeira geração apresentado um ano depois pela Volkswagen. Mas desta vez é diferente: o A1 tem o formato tradicional de hatch três-portas, que não deve causar rejeição pela aparência, e aposta em uma fórmula algo requintada no interior, mas sem excessos nas técnicas de construção que levariam o preço às alturas. A empresa anuncia valor a partir de
16 mil Euros, o que o deixa pelo menos 30% mais barato que o A3 mais simples (de 1,4 litro e 125 cv) vendido na Alemanha.

Se você achar que já viu esse desenho antes, é porque se lembrou do carro-conceito Metroproject Quattro do Salão de Tóquio de 2007. De lá para cá apenas alguns traços foram mudados, como grade e faróis de aspecto mais imponente, até para o deixar mais parecido aos demais Audis de hoje. Permanecem as linhas gerais e também elementos como o arco em tom contrastante (há quatro opções de cores) que liga as colunas dianteiras às traseiras. Talvez tenha faltado inspiração à traseira, de aspecto algo tímido. Com 3,95 metros de comprimento, 1,74 m de largura, modestos 1,42 m de altura e 2,47 m de distância entre eixos, o A1 leva quatro pessoas e é maior que o Mini da BMW, seu concorrente mais direto.

Típicos da marca são os faróis de xenônio acompanhados de luzes diurnas por leds. O coeficiente aerodinâmico (Cx) é bom, 0,32, e as rodas vão de 15 até 18 pol. O ambiente interno, também com traços habituais da Audi, transmite limpeza e facilidade de uso. No topo do painel aparece a tela retrátil de navegação e entretenimento; o sistema de áudio Bose opcional tem 14 alto-falantes, potência de 465 watts e disco rígido de 20 Gb para armazenar músicas. O porta-malas é compacto, 267 litros, ampliáveis a 920 com o rebatimento do banco traseiro. Entre as opções disponíveis estão bancos esportivos, suspensão mais firme, controlador de velocidade, ar-condicionado automático e o pacote de visual esportivo S Line.

Todo motor usado no A1 tem turbocompressor e injeção direta: duas unidades a gasolina (1,2 litro/86 cv e 1,4 litro/122 cv) e duas a diesel (ambas de 1,6 litro com 90 ou 105 cv). É de se esperar algo mais apimentado para o futuro, já que em sua classe na Europa são comuns esportivos com cerca de 200 cv. O carro vem ainda com parada/partida automáticas do motor, regeneração de energia pelos freios (para recarga da bateria) e opção de caixa manual automatizada S-Tronic com dupla embreagem e sete marchas, que pode trazer comandos de troca manual no volante. O baixo peso, que parte de 1.045 kg, faz esperar grande agilidade mesmo com a potência moderada. Há seis bolsas infláveis (frontais, laterais e cortinas), controle de estabilidade e bloqueio do diferencial com comando eletrônico de série.

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Data de publicação: 10/2/10

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