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Em Cachi, à esquerda, encontra-se o Parque Nacional Los Cardones, onde os cactos predominam
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A Recta Tin Tin, um caminho inca, reta perfeita de 11 km

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No caminho para Cafayate, formações como o Titanic

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O Trem de las Nubes sobe até 4.580 m e cruza os Andes

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Salinas Grandes, acima, e a Costa do Lipán, a 4.170 m

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Os arredores de Salta, que é a capital da província de mesmo nome, são espetaculares. Visitei a cidade de Cachi, onde se encontra o Parque Nacional Los Cardones, reserva onde a vegetação principal são os cardones (cactos), e a Recta Tin Tin, que fazia parte dos caminhos incas e é uma reta perfeita com cerca de 11 quilômetros. Também visitei Cafayate, Santo Antonio de los Cobres e Purmamarca.

Em Cafayate notam-se grandes plantações de tabaco e uva, onde se encontra um dos vinhos mais respeitados da Argentina. Além disso, no caminho observam-se incríveis formações esculpidas pelo vento nas montanhas, como o Titanic, o Morro do Frade e o Anfiteatro, que dizem ter 50% da acústica do Teatro de Colón em Buenos Aires. Antes de chegar a Santo Antonio de los Cobres, pude acompanhar o Trem de las Nubes (que sobe, em zigue-zague, a uma altura de 4.580 metros e cruza a Cordilheira dos Andes) e pisar nas ruínas de Tastil.

Um pouco mais à frente, fui até um salar chamado Salinas Grandes, um verdadeiro mar de sal, que segundo estudiosos foi originado pela evaporação das águas do oceano após a formação da Cordilheira dos Andes. Neste salar nota-se a presença de formações geométricas interessantíssimas, ocasionadas pela própria disposição espacial da molécula de sal. Este sal é explorado comercialmente para alimentação humana e animal. Também constroem-se casas utilizando pedras de sal.

Já em retorno a Salta, passei pela Costa do Lipán, a 4.170 metros de altura, onde descendem-se 2.500 metros em apenas 20 km, num emaranhado de curvas. Logo após está a cidade de Purmamarca, onde a maior atração é o Cierro de Siete Colores, montanha totalmente colorida devido aos vários tipos de minerais que a compõem. Para conhecer estes locais, preferi deixar o carro no hotel e contratar serviços de turismo com guias especializados, porque o aproveitamento seria melhor.

De Salta, segui para o Paso de Jama, na fronteira Argentina-Chile, passando por Susques, última cidade antes da divisa. A partir de Susques, o asfalto termina e a estrada passa a ser de rípio. Estavam asfaltando este trecho, por volta de 90 km. Devido às obras na estrada e ao grande número de desvios sem sinalização, acabei errando um caminho e atolando o carro na areia no meio do nada! Um grupo de argentinos que estava indo para o Peru e que também tinha atolado na areia me ajudou a sair. Eles aguardavam que um trator viesse resgatá-los, porque seu microônibus estava realmente encravado.

Aguardei a chegada do trator, para talvez retribuir o favor com minha ajuda caso fosse necessário. Notei que não estavam conseguindo acoplar o trator ao veículo. Emprestei meu cabo de aço, que foi a salvação para eles. Eles ficaram muito gratos e decidimos seguir juntos pela estrada até o Paso de Jama. O vento lateral era impressionante — o carro balançava e naquela tarde senti medo. Perguntei-me várias vezes o que eu estava fazendo ali sozinho, no meio do "fim do mundo sem número"... Continua

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