Retrô, não; charmoso, sim

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Mesmo sem apontar para o passado como o Mini da BMW, a Citroën
conseguiu um resultado estético muito atraente com seu DS3

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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Quase não existe linha ou contorno que seja monótono nesse carro, e isso se aplica até às molduras das portas, muito interessantes. Assim como os retrovisores e faróis, elas têm dimensões levemente exageradas para o tamanho do carro, mas sem prejuízo ao conjunto.
 
Como as molduras das portas já se destacam bastante, o degrau abaixo do vão da porta parece uma solução estética antiga, além de dividir a atenção com as molduras. Ficou estranho.
 
Até mesmo detalhes como as molduras dos faróis de neblina recebem um tratamento estético diferenciado. Podemos notar um leve excesso de detalhes em toda a dianteira, o que acaba destoando do que acontece na traseira, mas nada que diminua o valor de todo o resultado obtido.
 
O desenho que forma a tela da grade dianteira é muito bonito e inspira esportividade. A moda ainda dita a era das "bocas" enormes formadas pelas grades dos carros, mas isso está começando a cansar.

 

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As lanternas traseiras em si têm contornos e desenho simples, bonitos e que combinam com o desenho do carro. O destaque vai para essas áreas rebaixadas, que dão um toque estético interessante.
 
A área em preto apontada na região inferior do para-choque está de acordo com a proposta esportiva, mas foge um pouco da intenção estética que a lateral e a dianteira sugerem. O excesso de simplicidade do rebaixo da placa de licença e das superfícies do para-choque mostra que faltou refinar o desenho um pouco mais; já a tampa traseira ficou bem assim, sem mais detalhes.
 
A linha inferior que contorna todas as janelas foi criada para não ser nada monótona. E ficou muito boa, criando detalhes interessantes e contribuindo para um bom resultado estético.
 
O que o pequeno acabamento triangular faz aí não dá para entender: dinheiro e tempo gastos com algo desnecessário.

A indústria automobilística é movida pela busca incessante das oportunidades de bons negócios — uma das razões de ser um segmento industrial tão dinâmico. Um exemplo é o da onda retrô de lançar carros inspirados em modelos do passado, que abriu um novo segmento de automóveis e continua firme e forte. Isso não aconteceu por acaso: foi uma oportunidade identificada por uma fábrica que pesquisou todo o potencial da ideia, planejou e executou adequadamente.

A partir do momento em que uma empresa obtém resultados positivos, outras correm atrás. E se a princípio possa ser mal visto empresas se aproveitarem das ideias alheias, por outro lado, quando começa a trabalhar a mesma ideia em busca de seus próprios objetivos, cada uma delas dá suas contribuições e aperfeiçoamentos a todo o contexto. É graças a isso que o sucesso dessa ideia se consolida. Em caso contrário, não teria sido criado um segmento como aconteceu: haveria apenas um modelo que, uma vez encerrado seu ciclo de vida, encerraria também o conceito de sua ideia.

Ainda dentro dessa linha de raciocínio: enquanto o Volkswagen New Beetle é um modelo exclusivo e o Ford Mustang reinava sozinho até a chegada de apenas dois concorrentes (Chevrolet Camaro e Dodge Challenger), por mais que o Mini da BMW pudesse se destacar em relação a estilo, ele não deixaria de ser um hatch compacto e acabaria por fazer parte de um segmento onde há dezenas de modelos para competir.

Nesse caso, o aperfeiçoamento da ideia por parte da BMW foi além do apelo estético: foi aplicar padrões de qualidade, dirigibilidade e comportamento dinâmico diferenciados a tal ponto que o Mini não mais se encaixa no segmento dos hatches compactos convencionais. Com isso, logo foi classificado como um compacto premium. Uma ideia bem-sucedida atrai a concorrência, e aí já entraram Audi A1 e Citroën DS3, o modelo que analisaremos a seguir.

O DS3 é um derivado do novo C3 que está chegando ao Brasil, mas em vez de apenas fazer uma versão de três portas de seu hatch de origem a Citroën trouxe de volta a sigla DS, que representou o que a marca teve de melhor e mais icônico no passado, e optou por usar vários artifícios técnicos e estéticos para justificar o encaixe nesse segmento de compactos premium.

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Os espelhos retrovisores e suas respectivas bases têm aparência esportiva, mas são grandes demais. Cromados ou em qualquer acabamento em cor clara, pioram a sensação.
 
O acabamento triangular tem função estética no novo C3 para fechar um bom contorno para as janelas. Torna-se desnecessário com o acabamento da coluna A em preto usado no DS3.
 
Esses "músculos" nas laterais do capô foram bem trabalhados: de maneira simples e discreta, dão volume e contribuem com a beleza do desenho.
 
Bastante curiosa e diferente do usual a linha de corte do capô tão para trás. Ficou um capô bem curto e com uma área em material plástico enorme.
   
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Essa linha de corte da porta dianteira é completamente diferente do usual. Note por essa linha que a coluna A é bastante avançada.
 
Apesar de funcionar melhor nas fotos do que ao vivo, o teto escuro quer parecer que faz parte da área envidraçada. Já quando pintado em outras cores ele muda bastante a percepção do desenho do carro.
 
De todos os recursos estéticos, esse é o que teve maior destaque, e não à toa. A ideia foi boa e a execução melhor ainda, destacando-o do que circula por aí.
 
Os vincos, tanto do para-lama dianteiro quanto do traseiro, foram muito bem esculpidos. Agregam beleza ao desenho do carro sem chamar demais a atenção, mas não passam despercebidos.
   

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Data de publicação: 10/7/12

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