Obra de arte atemporal

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Quinze anos depois, as linhas irrepreensíveis do Alfa Romeo 156
merecem a mesma admiração do dia em que foram apresentadas

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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Além do retorno do escudo como item mais marcante de estilo e identidade, as charmosas aberturas em torno dele eram usadas no passado. Foi boa ideia trazê-las de volta para dar mais destaque.
 
Para aproveitar ao máximo a boa estética proporcionada pela identidade da Alfa Romeo, a solução foi deslocar a placa de licença para o lado, o que deu um charme a mais.
 
Todo o desenho frontal, mesmo carregando certas características do anterior Alfa 155, deu um grande salto estético. Ficou bem resolvido e moderno para sua época.
 
Há detalhes que, no decorrer da observação, chamam a atenção e revelam a qualidade. Um deles: o acabamento em plástico acompanha a curva da coluna.

 
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Apesar de práticos e de poder compor parte do estilo, atualmente estão em desuso e acusam a idade do modelo. É questão de tempo até voltarem. Há certo acúmulo de detalhes no para-choque traseiro, mas ele está bem coerente.
 
Dois itens nada comuns. O primeiro é a abertura da tampa do porta-malas: quando bem baixa, muitas vezes faz estrago no estilo da traseira. Nesse caso a linha de abertura é alta, menos funcional, mas benéfica ao desenho. O segundo item incomum é a localização da placa de licença bem alta.
 
As lanternas de perfil bem baixo são características que já vinha sendo usada pela marca, como no 164. O resultado evoluiu na mesma proporção de todo o desenho, ficando muito bom e sendo o principal responsável pela linha de corte do para-choque estar bem alta, para manter o desenho equilibrado.
 
O vidro traseiro com as quinas arredondadas era muito moderno e bonito em sua época. Está em perfeita harmonia com o estilo do modelo como um todo.

Atendendo a sugestões de leitores, Análise de Estilo  passa nesta edição a abordar, ao lado de modelos hoje disponíveis no mercado nacional, também alguns carros do passado cujo estilo foi destaque na história do fabricante ou, até mesmo, tenha influenciado a história do automóvel. Nosso primeiro assunto nessa viagem no tempo não é muito antigo, mas certamente um bom começo: o Alfa Romeo 156, apresentado na Europa em outubro de 1997 e vendido no Brasil entre 1998 e 2004.

A Alfa Romeo é um fabricante com lugar especial no coração de qualquer entusiasta por automóveis, por sua história muito rica e seu passado glorioso nas pistas (leia mais sobre alguns de seus modelos). Vários de seus carros marcaram época e se tornaram itens tão colecionáveis quanto mitos como Ferrari e Lamborghini, para ficar entre alguns dos italianos.

De meados dos anos 70 até meados dos anos 90 foi, a nosso ver, o pior período para o estilo de automóveis em âmbito mundial, um tempo de pouca criatividade. A Alfa Romeo não foi exceção e, se o desenho de seus modelos não foi sua maior virtude nesse período, em meio a uma grave crise financeira ela precisava de um carro que fosse um sucesso comercial.

Sob o comando do projetista Walter de Silva — que hoje comanda mundialmente todo o estilo da Volkswagen — foi gerado o modelo 156, em substituição ao retilíneo 155, também conhecido dos brasileiros. O 156 foi um dos mais belos sedãs de sua época e o maior sucesso comercial da Alfa Romeo em todos os tempos. Seu estilo foi tão bem feito que à primeira vista deixava qualquer um boquiaberto, espantado e apaixonado ao mesmo tempo — e hoje, 15 anos após sua primeira aparição, continua atraindo olhares e causando admiração.

Uma brincadeira que se costumava dizer era a de que ser projetista na Alfa Romeo era a tarefa mais fácil do mundo: só desenhar aquela grade dianteira em forma de triângulo invertido, que caracteriza sua identidade, já resolvia grande parte do trabalho. Humor à parte, o 156 foi muito mais que isso: seu estilo belo e inovador revelou-se o resultado de um apuradíssimo senso estético e de um excelente trabalho das proporções.

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Ao lado: nessa época ainda era importante os para-choques serem desenhados com uma saliência de forma robusta, para ficar aparente o ponto de proteção aos impactos, nesse caso pelos vincos.
 
Os vincos nos para-lamas, que formam a "linha de caráter" da lateral, eram uma inovação estética do modelo e um dos pontos altos do estilo, devido ao ótimo resultado obtido.
 
A lateral é bem lisa, solução nada comum mesmo na época. A superfície "pegadora de luz" só não foi necessária porque o modelo é relativamente baixo.
 
Os contornos das janelas são simples, muito bem resolvidos e em perfeita harmonia com o estilo de todo o modelo. Precisava de algo mais?
   
A inclinação da coluna C, sua transição para a traseira e a curvatura do vidro foram muito bem trabalhados. A traseira curta e as relações de altura entre frente e traseira mantêm seu visual agradável até hoje.

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Data de publicação: 26/6/12

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