Rompendo as velhas normas

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Quando segurança e qualidade não mais vendiam sozinhas, a Volvo
percebeu a importância do desenho, o que culminou no novo S60

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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Se todo o modelo tem um estilo bem limpo, o exagero na quantidade de linhas (apontadas) na dianteira não se justifica. Pelo menos duas delas a menos contribuiriam para uma boa melhora no visual.
 
A tomada de ar ao centro necessita ser pequena, por causa da grade logo acima, mas as tomadas das extremidades também pequenas fogem da ideia de esportividade proposta pelo estilo.
 
O tamanho das rodas é adequado ao carro. A altura correta de rodagem pode não ser ideal para nossas ruas e estradas esburacadas e cheias de valetas, mas deixa o carro com uma bela atitude, bem assentado ao chão, como deve ser.
 
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Solução estética muito interessante, essa superfície que forma um contorno à tampa do porta-malas.
 
Os dois vincos são discretos e foram muito bem feitos para criar um pequeno defletor, bem modelado e com bom acabamento das superfícies.
 
Esse vinco combina com o detalhe apontado no item 1. A solução lembra um pouco a da Honda na geração anterior do Civic, mas ficou muito boa.
 
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O vinco da linha de cintura, com os dois arcos formados nas regiões dos para-lamas, é o maior diferencial de estilo na lateral. Parece pouco, mas além da esportividade deu elegância ao visual.
 
Aí está um exemplo de bom trabalho estético: faz-se necessário esse detalhe para não deixar a lateral grande e lisa demais. Está simples e discreta para as atenções permanecerem na linha de cintura.
 
Simplicidade total, elegância e beleza nas muito bem proporcionadas janelas laterais.

O mundo do automóvel é cheio de peculiaridades que tornam as fábricas únicas. Cada uma possui fatores que se moldaram a suas culturas, ou que nos acostumamos a ver em seus modelos, e que afetam a maneira como as sentimos ou temos percepções a respeito delas. Essa carga cultural chega a tal ponto que, quando uma empresa resolve inovar ou explorar um segmento de mercado no qual o consumidor não está acostumado com sua presença, os resultados não atingem os números esperados.

Foi o que aconteceu com a Volkswagen, conhecida por fabricar modelos acessíveis em toda sua história — não por acaso, pois "carro do povo" é o significado de seu nome —, quando tentou explorar o segmento de alto luxo com seu modelo Phaeton. Embora o carro tivesse os requisitos necessários à categoria, o sucesso não veio. No caso oposto, houve o da Mercedes-Benz com seu Classe A: nem a estrela na grade conseguiu convencer o público acostumado aos desejados carros da marca a aceitar um "Mercedes mais popular", ainda mais com formato monovolume. Ela está tentando novamente com sua terceira geração, fazendo diferente dessa vez para que dê certo. É sempre uma boa escola acompanhar esses casos.

Por esse ponto de vista, a Volvo é uma empresa no mínimo intrigante quando analisamos um pouco de sua trajetória. Em primeiro lugar, a reputação que ela carrega — em especial nos campos da segurança e da qualidade de construção — a tornou uma marca renomada, uma referência no cenário mundial. E a peculiaridade que a tornou única esteve sempre refletida no estilo de seus modelos, que parecem estar alheios a qualquer tendência estética ou fator de influência.

Com poucas exceções — basicamente os modelos Amazon, o cupê P1800 e sua interessante versão perua 1800 ES, os três dos anos 60 e 70 —, por décadas foi difícil encontrar um Volvo que tivesse um desenho atraente. Foi um feito e tanto alcançar tamanho prestígio sem se apoiar no apelo estético.

O ano de 1995 marcou o início de uma nova era, com o lançamento dos modelos S40 e V40, modelos atraentes em sua época que serviram de transição para mudanças maiores na filosofia de estilo da empresa. Nota-se que, desde então, a Volvo percebeu que qualidade e segurança no produto não mais eram suficientes. E a marca parece ter gostado da coisa, ao decidir criar uma nova identidade de estilo para os anos 2000, da qual os primeiros S80 e S60 foram importantes marcos.

Com a apresentação do utilitário esporte XC60 ainda em versão conceitual, em 2007, a Volvo estreou a atual linguagem de estilo.

 
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Aí está o detalhe que todo carro com uma intenção de esportividade no visual merece. Simples e bem resolvido, com duas saídas de escapamento, ficou com ótima aparência.
 
Esse vinco é uma continuidade do vinco da lateral para contornar o carro. É um recurso estético sempre útil e bonito quando bem executado, como nesse caso. Note a pequena e discreta superfície "pegadora de luz" fazendo seu trabalho e contribuindo para o bom resultado geral.
 
É um detalhe discreto e pode passar despercebido para alguns, mas ficou bem feito e acrescenta um tempero a mais ao visual.
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Duas linhas que terminam de forma aleatória. É o tipo de detalhe que visualmente incomoda, mas sem que a maioria das pessoas note que é por causa disso.
 
A ideia de colocar nesse ponto a luz auxiliar, que atua como luz de posição, é de um gosto discutível. A intenção foi buscar uma solução diferente, mas não foi uma boa decisão. Teria sido melhor incorporar o item aos faróis, que apresentam bom trabalho de estilo com o refletor elipsoidal em destaque.
 
A dianteira está carregada demais de detalhes e linhas. Aí estão um vinco e uma superfície que poderiam ter sido evitados.

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Data de publicação: 3/4/12

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