Os primeiros passos

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Primeiro produto Chrysler a ganhar o logotipo da Fiat, o Freemont
revela desenho harmonioso, embora sem a identidade italiana

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) O aplique na cor prata é característico de utilitários esporte, mas está perdido por ser usado somente na dianteira. Ainda mais em um momento em que os departamentos de estilo estão abandonando esse recurso estético já desgastado.

2) O vinco alinhado com os faróis acabou por formar um contorno arredondado demais, tirando um pouco da harmonia do modelo de linhas retilíneas e formas facetadas.

3) O vinco com a superfície “pegadora de luz”, indicado na quina do para-choque, se fez necessário por conta do arredondamento causado pelo vinco apontado no item acima. Tornou-se um detalhe que concorre visualmente com o outro, apontado mais à direita, que faz o acabamento da moldura do para-lama. Visualmente, seria melhor ter somente um desses detalhes.

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1) Ao contrário da dianteira, não se fez uso de aplique em prata na traseira, mas essa região continua com o visual típico de um utilitário esporte.

2) A traseira como um todo é simples e agradável. Até que ela se encaixa como se fosse um produto Fiat — uma coincidência, pois o desenho original do Journey é anterior à associação.

3) Um modelo de porte imponente e robusto como esse merecia uma ponteira de escapamento maior e mais bonita, para disfarçar que sua mecânica, com motor de 2,4 litros, não acompanha a imponência do visual na mesma medida. Ou a discrição dessa peça seria intencional?

O assunto da Análise de Estilo  é Fiat, mas, como o modelo em questão é originário da Chrysler e anterior à união de ambas, cabem algumas considerações sobre a marca norte-americana. Das conhecidas três grandes de Detroit, a Chrysler é a fábrica que mais vezes foi ousada no estilo de seus carros: criou vários modelos que marcaram época, entraram para a história por seu desenho arrojado. Qualquer apaixonado por automóveis tem pelo menos um modelo fabricado por ela que balance o coração — e isso acontece até mesmo com fãs declarados de outras marcas.

No entanto, isso não a livrou de ser a empresa que mais sofreu com sérias crises entre as três norte-americanas. Após a quase falência de 1980, ela começou um incrível processo de recuperação e adentrou o século XXI na promessa de novamente ter um lugar de honra no cenário mundial. Desde os anos 90, o estilo de seus modelos vinha ganhando destaque como nos áureos tempos. Quando tudo parecia ir bem, para alívio dos fãs da marca, veio nova crise e um casamento conturbado com a Mercedes-Benz que, salvo algumas exceções, foi bastante prejudicial ao estilo de seus automóveis.

Tantos altos e baixos fazem com que os consumidores se afastem, pois a confiança na marca é um dos principais atrativos de um carro. Casamento desfeito e a Chrysler, outra vez praticamente falida, viu novo matrimonio, dessa vez com a poderosa Fiat. Uma fábrica que sempre atuou com maior importância em modelos mais acessíveis, mas que tem marcas de prestígio sob seu guarda-chuva, como Ferrari, Maserati e Alfa Romeo.

Esse casamento deve fazer bem à Chrysler e promete revitalizá-la. A Fiat já se mostrou eficiente em administrar bem todas as suas marcas, e os primeiros frutos da nova união começam a surgir agora, na Europa e no Brasil, com o Freemont, assunto de nosso artigo. Basicamente, ele nada mais é que o conhecido Dodge Journey com emblemas Fiat. Também na Europa, dentro da mesma filosofia usada no Freemont, estão sendo apresentados modelos Lancia com pequenas alterações estéticas,  para caracterizá-los como modelos Chrysler, e, na direção inversa, carros da marca norte-americana começam a ser vendidos como Lancias.

Uma das primeiras lições que se aprende, ao estudar estilo, é que cada modelo carrega uma série de características de estilo de sua marca. Mesmo que a identidade da empresa esteja presente apenas na grade dianteira, é possível reconhecer que as linhas gerais do modelo pertençam a esse ou aquele fabricante. Para exemplificar, não convenceria ninguém apresentar toda a carroceria de um BMW Série 3 com a grade característica da Mercedes-Benz: todos perceberiam que alguma coisa não estaria certa. Continua

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1) Os faróis de carros europeus, mesmo de contornos simples como esses, têm recebido tratamento interno refinado. Os do Freemont estão com um visual ultrapassado. Note o abandono de faróis elipsoidais em prol do baixo custo.

2) Mais um detalhe típico dos utilitários esporte, só que visualmente um pouco cansado e arredondado demais para combinar com o modelo.

3) Um pormenor que, de tão simples e tradicional, não compromete, tampouco contribui para enriquecer o visual. Merecia um pouco mais de refino.

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1) O tamanho das lanternas está no limite. Interessante a mistura dos contornos com cantos bem vivos e o tratamento interno arredondado, que deu um estilo mais europeu. Já o elemento circular com leds está um tanto delicado para o visual robusto do carro.

2) Rebaixo da placa harmonioso com o modelo, mas de visual já um pouco ultrapassado. Hyundai, Audi e Volkswagen têm feito bons trabalhos nessa parte.

3) Mais um detalhe arredondado, que foge um pouco da proposta estética, mas não chega a incomodar.

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Data de publicação: 4/10/11

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