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1) No Classe C Coupé o contorno é o mesmo, mas a grade é nova. Com duas barras, ficou com aparência mais esportiva em relação à do sedã.

2) O para-choque dianteiro não é tão diferente do outro. Merecia ter sido retrabalhado para proporcionar maior percepção de diferenciação.

3) Mesmo que as versões cupê tendam a ter um visual mais esportivo, esse Mercedes mostra muita classe. O visual é tão limpo que quase fica a impressão de estar faltando alguma coisa.

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1) A área em preto é para acentuar o visual esportivo. Esse detalhe central mais alto que as extremidades, acima das ponteiras de escapamento, tem a clara intenção de ampliar a diferenciação para a outra versão de para-choque, mas não combina muito bem com o modelo.

2) Mais um item impecável de qualidade de execução. Simplicidade e beleza com suavidade na dose certa, tanto da coluna "C" quanto de sua transição para a traseira.

3) A saia lateral com esse tipo de detalhe estético já é um tanto antiga, mas está bem integrada com o carro.

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1) A Mercedes-Benz, já que tinha de fazer portas novas para a versão cupê, aproveitou e também fez teto mais baixo, para-brisa e vigia traseiro novos. Não é necessário comentar o quanto isso faz diferença no estilo.

2) Compare com a foto lateral da versão de quatro portas e note como apenas duas portas formam um visual mais equilibrado e fluido. Do jeito que um cupê deve ser.

3) Contornos tão simples e bonitos provam que a execução é mais importante do que tentar fazer detalhes estéticos mirabolantes, só com a intenção de tentar inovar ou ser diferente.


Provavelmente, esse é um dos fatores que tornam essa marca um mito. Outra peculiaridade, ao menos no Brasil, é que mesmo um modelo com vários anos de uso continua tendo seus admiradores, como se cada carro fosse clássico, enquanto o que podemos chamar de "carros comuns" vai perdendo o interesse com o tempo até cair no esquecimento.

Enfim, será que o estilo do Classe C está à altura de toda essa aura que envolve os modelos da Mercedes-Benz? A resposta é sim. Em primeiro lugar, temos de levar em consideração que seu estilo atende plenamente à identidade da marca. O que é um ponto crucial para a Mercedes pode não ser necessário para muitas outras marcas: estar dentro das características do que o consumidor espera ver em um carro com seu logotipo.

Por mais que os designers gostem de inovar vez ou outra, isso pode ser perigoso. Há exemplos como o Classe E de 1995, cujos quatro faróis ovalados sofreram muitas críticas por lembrarem modelos de outras épocas, e o CLS de 2004, que, apesar de ter sido uma grande revolução de estilo por parte da Mercedes, foi alvo de severos comentários — dizia-se que parecia mais um modelo de origem japonesa que um autêntico Mercedes.

Apesar de tantos fatores para serem levados em consideração, o que pode implicar limitações ao departamento de estilo e proporcionar grandes desafios, a fábrica tem alcançado resultados muito bons no Classe C. O sedã de entrada da Mercedes tem-se mantido muito bem posicionado nos segmentos em que atua e demonstrado uma clara evolução estética a cada nova geração. A sobriedade no desenho é notória, mas com muita classe, e a geração atual ficou com ar mais jovial e aparência mais dinâmica.

O ponto mais alto são as proporções impecáveis e finamente trabalhadas — tudo muito bem equilibrado, em uma qualidade de execução exemplar —, o que faz com que o modelo seja muito atraente e interessante, como é tradição da Mercedes.

O autor
Edilson Luiz Vicente é designer com 21 anos de experiência na indústria automobilística, atuados em empresas de grande porte como Volkswagen, Ford e General Motors no Brasil, Isuzu no Japão e General Motors nos Estados Unidos. É um dos poucos de seu segmento com experiência também em projetos e engenharia. Também é professor no Istituto Europeo di Design em São Paulo. Mais informações.

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1) O 190 de 1982 originou a gama de sedãs médios, embora ainda não se chamasse Classe C. Seu desenho na época transmitia as mesmas impressões do atual. Note as semelhanças na coluna "A" recuada e no baixo capô.

2) Os contornos das janelas também fazem parte, até hoje, do pacote de detalhes a serem preservados. É curioso notar que a geração atual tem muita ligação visual com o 190, apesar das diferenças estéticas.

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1) A primeira geração do Classe C, de 1993, recebeu atualizações estéticas e de construção de sua época e ficou bem diferente da versão anterior 190, mas não perdeu a identidade.

2) Imagine o impacto que foi mudar de uma lanterna bem horizontal para essa, que ainda invadia a parte superior da tampa do porta-malas. Novidade na época, inspirou outras fábricas a fazer o mesmo em seus carros.

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1) Nova geração em 2000: além da atualização estética, a Mercedes-Benz começou o processo de aplicar um visual mais jovial ao modelo. Os contornos dos faróis foram, para alguns, um exagero que não teve prosseguimento na geração seguinte.

2) Certas coisas mudam. Até essa ocasião, era um recurso estético o uso de molduras bem marcadas envolvendo o carro. Hoje não são mais usadas nem para proteção da lateral, mas no Brasil a falta delas é um problema que acaba sendo sanado com a aplicação de acessórios.

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1) Na atual geração, apresentada em 2007, foi aplicado o visual mais jovial em dose maior que na geração de 2000 em relação a sua antecessora de 1993. Os contornos dos faróis, apesar de simples, tinham mais harmonia ao conjunto do que os contornos da anterior.

2) Mesmo com a atualização das lanternas e novos para-choques, a traseira continua sem diferença significativa para os modelos antigos. A transição fluida da coluna "C" para a tampa do porta-malas e a posição da placa de licença são exemplos de itens imutáveis.

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