Tarefa de responsabilidade

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Desenhar um Mercedes-Benz envolve respeitar uma série de
tradições: terá o atual Classe C alcançado esse objetivo?

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) A grade dianteira é o elemento mais forte e marcante da identidade visual da Mercedes-Benz. Está sempre passando por atualizações, mas é tradição pura. O logotipo da estrela na grade é hoje um padrão no Brasil, mas na Europa ainda se usa a estrela "espetada" no topo em algumas versões.

2) Falsas tomadas de ar emolduram os faróis de neblina para deixar o modelo com visual esportivo. A luz por leds está em sintonia com uma tendência que é, sobretudo, alemã.

3) O vinco bem marcado na linha de cintura faz com que essa superfície fique bem pronunciada e visível, caracterizando bastante a lateral. O alinhamento com o vinco do para-choque é feito para manter a qualidade na estética em geral.

4) Não é necessário que as superfícies "pegadoras de luz" sejam sempre tão grandes e fortes visualmente. Como o vinco acima já é caracterizado como o principal detalhe da lateral, um concorre com o outro, poluindo o visual.

Quando se pensa em Mercedes-Benz, de imediato vem à cabeça uma das melhores referências no que diz respeito à imagem de um produto e de uma marca dentro do mundo automobilístico. Imagem de qualidade e de excelência em todos os sentidos, pois em sua longa história foram gerados modelos que se tornaram mitos nas ruas e nas pistas, o que aumentou ainda mais sua importância e destaque dentro do cenário mundial.

Impressiona saber que mesmo o mais simples dos Mercedes chama a atenção, e quando falamos da marca no Brasil, tudo se torna superlativo no que é relacionado a ela, por conta de nossa estranha política de preços altíssimos. Isso faz com que até o modelo Classe C, assunto de nossa matéria, relativamente acessível em outros países, se torne destinado às classes mais abastadas da sociedade, objeto de status para uns e sonho inatingível para muitos outros.

Conheci pessoas que compraram modelos usados, até um pouco mais antigos, que se encaixavam em suas possibilidades financeiras, pelo simples fato de poder satisfazer o gosto de possuir e dirigir um Mercedes-Benz. Fato curioso, pois nunca havia visto esse tipo de ação a respeito de modelos de outros fabricantes, em especial em se tratando de sedãs. Seria normal ouvir alguém dizer que sonha com o mítico esportivo SL, como se sonha com um Porsche ou um Ferrari, mas ouvir isso a respeito de um sedã, que talvez seja a configuração mais trivial entre os automóveis? Continua

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1) Esse detalhe que forma um "U" no para-choque dianteiro é bonito e combina bem com o carro. Mas já são tantos carros com esse recurso estético, que se põe seu uso em xeque.

2) Fortes vincos pronunciam a parte central do capô, que por sua vez pronuncia a grade. Mais um detalhe intocável do Classe C e da maioria dos Mercedes.

3) São poucos os detalhes arredondados do modelo. Como estão bem trabalhados, não chamam a atenção para isso. Não comprometem o visual; ao contrário, complementam-no.

4) Mais uma vez, harmonia e boas proporções em tudo. A traseira tem uma boa quantidade de detalhes, mas tão bem trabalhados que mantêm o visual limpo.

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1) Excelentes proporções. Não há um detalhe pequeno ou grande demais, muito comprido ou curto, ou mal posicionado.

2) As molduras das caixas de rodas bem marcadas são uma mudança estética que combina bem com o estilo do modelo. O capô baixo e a frente curta deixam o visual esportivo.

3) O Classe C não acompanha tendências de estilo. E nem precisa: a coluna dianteira (A) recuada, fazendo com que o capô fique longo, é uma característica tradicional e muito positiva. Parece destacar que ele tem tração traseira.

4) A correta espessura da coluna traseira (C), sua ótima inclinação e a suave passagem para a região do porta-malas fazem com que o conjunto tenha grande beleza.

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1) Os contornos dos faróis foram alterados em 2011. Gostar ou não é puramente pessoal, mas os faróis estão bem integrados ao desenho do modelo.

2) À exceção dessa carreira de leds, todo o desenho dos elementos internos dos faróis é trivial e bem trabalhado para chamar a atenção na dose certa.

3) A maneira com que foi esculpida a aba inferior do para-choque é parte importante para o visual esportivo. As duas superfícies, que estão muito bem alinhadas com a saia lateral, formam um visual de bom acabamento da carroceria.

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1) Observe que os vãos e os alinhamentos das diferentes peças têm uma qualidade de execução que, somada à qualidade das superfícies, faz a sobriedade do desenho não ter importância, pois o conjunto é belo.

2) Na recente atualização pela qual passou essa geração, as lanternas receberam toques mínimos e não tão perceptíveis, o que é normal quando não são alterados os contornos.

3) Esse detalhe estético faz grande diferença no visual: não parece tão crua a transição da superfície superior da tampa do porta-malas para a traseira.

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Data de publicação: 20/9/11

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