Talento em pequena embalagem

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Apesar do menor porte, o A1 revela os traços de desenho e o
cuidado com os detalhes que caracterizam os modelos da Audi

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) O contorno dos faróis e seu desenho interno seguem a identidade de estilo da marca e são muito bonitos. O corte do capô que desce na direção da grade faz o A1 ficar com cara de bravo, favorável quando se tem tendências esportivas.

2) A ampla grade em forma trapezoidal é um dos principais elementos da identidade de estilo da Audi, ao mesmo tempo em que confere grande esportividade. Todo o acabamento e seus detalhes são muito bons.

3) As grandes tomadas de ar do para-choque, também de formas trapezoidais, acentuam demais o visual esportivo e a cara de bravo. Note o capricho no visual: as barras horizontais que cortam os faróis de neblina têm um alinhamento visual com as barras da grade.

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1) A "rabetinha" logo abaixo do vidro, que faz a traseira ficar mais pronunciada, é uma solução não usual hoje. Mas é simples e serviu para dar um toque diferente.

2) O rebaixo para a placa de licença, que avança até as extremidades da tampa traseira e forma um gráfico com a linha inferior das lanternas, é uma solução simples, diferenciada e muito boa.

3) O vinco da superfície "pegadora de luz" da lateral subindo em direção à traseira é uma característica da identidade de estilo da marca. Está alinhado com o vinco do para-choque, formando uma harmoniosa continuidade, e ainda contribui para dar um visual mais dinâmico ao modelo.

A Audi tem uma história peculiar dentro do cenário automobilístico mundial. Passou por fusões, dissociações, foi parar atrás da cortina de ferro da Alemanha Oriental no pós-guerra, foi extinta e posteriormente renascida nos anos 60 sob a batuta da Volkswagen, que, de uma forma inteligente, associou os produtos de luxo à marca Audi para não concorrer com seus próprios modelos, mais populares.

Mesmo com todos esses altos e baixos, em sua história a Audi conseguiu destaque nas pistas e nas ruas e, já há bom tempo, desfruta uma imagem associada a qualidade e tecnologia de ponta. Apesar de dividirem tecnologias, componentes e plataformas, Audi e Volkswagen tiveram — à exceção de alguns casos — modelos bem distintos uns dos outros, o que transmite a ideia de que são empresas independentes. Entre vários fatores, isso ocorre porque os departamentos de estilo atuam de forma independente e mesmo quando dividem uma plataforma, como é o caso do assunto desse artigo (o Audi A1 baseia-se na do VW Polo), obtêm resultados bem diferentes.

Apesar da independência, há um elemento comum: tanto Audi quanto VW criaram sua identidade de estilo e a usam em todos os modelos, em uma demonstração exacerbada de family feeling, ou ar de família. Entretanto, mesmo a Audi sendo uma divisão mais luxuosa da VW, seus modelos são acessíveis nos mercados de países desenvolvidos e até mesmo na China; já no Brasil eles são vendidos como modelos caros e de luxo, de pequenas vendas, e colocam a Audi em um patamar de exclusividade como o de Mercedes-Benz e BMW.

Modelos compactos nunca foram frequentes na gama de produtos da Audi: além do A2, um monovolume com carroceria de alumínio fabricado entre 1999 e 2005, houve em sua história apenas o modelo 50, de 1974 a 1978, que era um perfeito clone do Polo de primeira geração. Contudo, de olho em um segmento de mercado de compactos de luxo criado na Europa pelo sucesso do Mini da BMW, a Audi resolveu entrar nessa com o lançamento do A1.

Dentro do contexto europeu, o A1 ajusta-se bem ao segmento, com os requisitos de qualidade, estilo e preço suficientes para obter seu espaço. Já no contexto brasileiro ele está situado em uma faixa de preço em que um hatch compacto não se encaixa. A nosso ver é justamente no quesito estilo que está um porém: o Mini oferece um apelo diferenciado de estilo, aliado ao que sua história representa, apelos que o A1 não oferece na mesma medida. Mas, se desconsiderado o posicionamento do A1 no mercado brasileiro e analisado somente seu estilo, esse é mais um modelo que representa muito bem tudo o que a Audi tem feito em todos os seus automóveis. Continua

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1) Simplicidade no desenho e capricho na execução. A luz de direção lateral fina faz a divisão entre a base e a capa do retrovisor. Muito bom.

2) É uma linha de corte do capô nada usual nos dias atuais, mas que tem parentesco com o esportivo Audi TT. Faz a frente parecer mais limpa e sólida visualmente.

3) Quem observar o tamanho dos faróis em relação ao tamanho da frente do modelo e fizer o mesmo com as tomadas de ar do para-choque, assim como com a grade, e também observar a relação de tamanho entre eles, perceberá que está tudo muito bem equilibrado. Isso é o que se leva em conta quando analisamos as proporções.

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1) Os contornos das lanternas têm tudo a ver com o estilo do carro, e o desenho interno das funções formou um conjunto simples e bem interessante.

2) A área em preto ajuda a levantar visualmente a traseira, ao mesmo tempo em que dá um toque esportivo. O vinco da superfície "pegadora de luz" forma uma moldura em volta e proporciona um ótimo acabamento.

3) Praticamente todas as linhas e elementos da traseira são horizontais. Isso, somado às caixas de rodas salientes e às rodas posicionadas bem nas extremidades, deixa o carro bem largo visualmente, importante em um modelo relativamente estreito.

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Data de publicação: 9/8/11

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