Quebra de paradigmas

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Se sedãs costumam ter um desenho mais conservador, a Hyundai
foi bem-sucedida em contestar essa regra com o novo Sonata

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) As proporções são muito boas. Note como a “linha zero” (grafada em vermelho), que define a silhueta do carro, é dinâmica e bonita.

2) A linha de cintura é alta e as janelas têm o perfil baixo, dentro das tendências modernas. Seu contorno simples e bem-feito, esticado tanto para frente quanto para trás, ajuda a alongar visualmente o carro. Muito bom.

3) Esse é o detalhe marcante da lateral para diferenciar esteticamente dos demais carros. Por isso suas dimensões foram levemente exageradas para poder chamar a atenção, em especial a partir do ponto indicado até a porta dianteira.

4) Detalhe que muitas vezes passa despercebido, mas que contribui para um bom desenho. Note que os vincos da quina do porta-malas e do para-choque são continuidade das curvas das janelas e do teto.

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1) Esses detalhes estão levemente exagerados para chamar a atenção. Poderiam ser um pouco mais discretos.

2) Friso cromado com solução estética diferente do trivial e muito bom resultado, começando no farol e terminando na terceira janela. Deu um ar de bom acabamento.

3) No Brasil são muito usadas as molduras de proteção nas portas. Se aplicadas como acessórios, devido aos vários detalhes da lateral, prejudicarão o visual.

Olhando pela janela da história da indústria automobilística, podem-se observar as mudanças de estilo que os automóveis foram recebendo, sendo possível até demarcar essas mudanças por décadas para simplificar. Por exemplo, nos anos 50 os carros perderam os capôs bem mais altos que os para-lamas, que deixaram de ser salientes, e os carros ficaram mais largos, compridos e baixos em relação aos carros dos anos 40, além do uso de cromados, muitos cromados.

Foi uma época de muita ousadia no desenho e nas formas, pois foi nessa década que o uso do estilo como apelo para atrair compradores foi sacramentado. Nos anos 60, uma nova mudança em conceito de estilo — menos radical que o anterior, e não menos importante — reduziu os cromados, os carros ficaram mais retilíneos e permaneceu a ousadia nos desenhos e nas soluções estéticas.

Os anos 70 vieram e com eles a crise do petróleo, as exigências de segurança e as reduções de custos. As fábricas focaram seus esforços em oferecer carros com maior qualidade, mais baratos, eficientes e seguros, deixando o estilo em um nível menos importante. Tal perda em importância e investimentos em estilo gerou um marasmo no desenho dos carros, que — salvo algumas exceções — atravessou também pelas décadas de 80 e 90.

Esse fragmento da história sob o ponto de vista de estilo busca situar o leitor sobre mudanças de certa forma atreladas as décadas. A maioria dos conceitos de desenho que usamos hoje tem suas raízes nos anos 70, com a diferença de o século XXI ter trazido consigo a volta do estilo como fator fundamental nos negócios, com um destaque como não se via desde três décadas atrás.

Claro que todo esse ganho em importância, com a consequente maior liberdade de ousadia para dar estilo aos carros, pode levar a modelos com desenhos controversos, mas isso faz parte do negócio. Simplificamos ao comentar sobre décadas, mas vale lembrar que nada muda de uma hora para outra: em geral os modelos do fim de uma década e do começo de outra marcam essa transição.

E agora chegamos ao ponto: podemos observar que muitos dos modelos lançados nos últimos anos — e muitos dos já lançados ou prometidos para esse início de década — estão com estilos mais marcantes ou com desenhos mais ousados do que vinham apresentando. É o caso dos carros da Hyundai, empresa que está trabalhando forte nesse quesito que tem sido seu diferencial. E o sedã de luxo Sonata representa muito bem essa fase de força e investimento em estilo, sendo um dos modelos mais marcantes e com um dos desenhos mais ousados entre toda a gama de produtos atuais da Hyundai. Continua

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1) A foto serve bem para mostrar detalhes cujas formas são orgânicas. Os retrovisores fazem uma combinação com o estilo do carro que poucos conseguem.

2) Rodas bonitas, esportivas, combinam com o carro e ao mesmo tempo lembram uma forma da natureza, sendo mais um emprego de formas orgânicas no modelo.

3) Apesar de as aletas da grade possuírem seus detalhes derivados dos vincos do capô, estão lembrando asas. Proposital ou não, é mais um item que remete às formas da natureza.

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1) Um carro tão bem esculpido e cheio de formas trabalhadas merecia uma tampa de tanque de combustível mais de acordo. É um detalhe, mas que prejudica o visual.

2) Esses vincos ficaram muito bons: “quebram” visualmente áreas muito grandes com suas superfícies “pegadoras de luz”, têm muito boa continuidade da lateral para a traseira e ainda adornam o carro.

3) O detalhe muito bem trabalhado do para-choque traseiro começa na lateral e contorna a traseira. É discreto e elegante, emoldura os refletores e tem um toque de esportividade.

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Data de publicação: 12/7/11

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