Reforma de baixo custo

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Dono de um desenho que nunca fez unanimidade, o Renault Sandero
ganha na linha 2012 intervenções que evitaram despesas elevadas

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) O emblema do fabricante sempre merece um lugar de destaque, e a posição em que foi colocado oferece isso. Contudo, a base que se formava entre as grades na versão anterior fazia um trabalho adicional de valorização e dava continuidade aos vincos do capô, que agora ficaram perdidos. Uma ponta forma um detalhe com os faróis e a outra está terminando abruptamente em lugar nenhum.

2) Bom trabalho de forma, contorno e tamanho da moldura dos faróis de neblina, que simula uma tomada de ar. Com o acabamento cromado fica melhor ainda.

3) Os faróis são novos, mas pelo menos parte do contorno poderia ter sido alterada para estabelecer uma mudança mais significativa. Mudou-se a forma do refletor principal de retangular para circular; assim, sobrou uma área grande preenchida com detalhes para disfarçar.

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1) Quase todos os carros possuem um acabamento em preto que emoldura as bases dos retrovisores. Os outros não usam à toa: no Sandero nota-se que faz falta.

2) A linha de cintura é exageradamente baixa. Não se usava mais fazer dessa maneira já antes que o projeto desse modelo se iniciasse.

3) Em todos os modelos franceses encontra-se um detalhe ou outro que busca um apelo ou uma solução diferenciada. No Sandero é esse detalhe da lateral.

Muito já se disse que a Renault no Brasil ainda não emplacou, isto é, ainda não conquistou o prestígio e a força que as quatro marcas com maior tradição no mercado desfrutam. Contudo, analisando-se hoje os números de vendas da empresa, vê-se que a história não é bem assim: estar em quinto lugar prova que a marca está conquistando seu espaço.

São vários os fatores que o consumidor leva em consideração na hora de comprar um automóvel, mas alguns podem fazer muita diferença, a exemplo o que nos cabe comentar — o estilo do carro e os padrões de desenho da marca. E a Renault conseguiu chegar ao quinto lugar, até agora, sem ter em seu leque de opções um carro que tenha realmente caído nas graças do grande público, aquele modelo cujo desenho motive o desejo de compra, como já aconteceu com várias marcas — caso típico foi o do Chevrolet Corsa em 1994.

Nesse cenário, o Sandero é o modelo da Renault que teve maior aceitação até agora no mercado nacional, mesmo com seu estilo dividindo opiniões. Suas dimensões, das maiores da categoria dos carros pequenos, são um dos atributos que mais atraem seus compradores. Por outro lado, tal exagero compromete e desequilibra o visual, a começar pela relação entre o tamanho das rodas e pneus e o tamanho do carro: mesmo as rodas de 15 pol oferecidas em algumas versões parecem pequenas e colocadas muito para dentro das caixas de rodas.

Um aspecto que chama a atenção no Sandero é a tendência atual de modelar o carro sem muitas curvas na região dos vidros e na seção inferior das laterais, notada em especial quando o olhamos de traseira; técnica de estilo similar foi usada com bom resultado no Honda Civic. No Sandero, porém, esse conceito deixou o carro muito "quadrado", retilíneo, ampliando a sensação de ser um carro grande, mas desajeitado visualmente. Para efeito de comparação, Chevrolet Vectra hatch e Fiat Bravo têm dimensões parecidas com as do Sandero, mas com desenhos bem balanceados, em parte por conta de curvaturas bem cuidadas nas regiões mencionadas, que dão mais leveza ao visual do conjunto.

Que fique claro: a Renault não tomou esse caminho por opção, mas por necessidade. Sendo o Sandero derivado do projeto do Logan — que foi desenhado sem qualquer preocupação com a aparência, pois se destinava a mercados e perfis de público muito racionais na compra —, foi preciso aproveitar no hatch o máximo de componentes do sedã, o que incluiu grande parte da estrutura da seção central da carroceria. Assim, os vidros não poderiam ser mais curvos sem implicar expressivas alterações nessa região, a mais cara para se modificar em um projeto. Continua

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1) Praticamente todos os vincos do carro são bem marcados. Como as molduras das portas têm o vinco da superfície “pegadora de luz” mais suave, não chamam muito a atenção.

2) Essa saliência suave, formada da transição da coluna traseira (C) para a lateral, é o que tem a aparência de mais antigo no modelo: não combina com as outras soluções estéticas adotadas.

3) O para-choque traseiro não mudou para 2012. Muitos encaram que a dianteira é mais importante, mas quem gosta de automóveis olha o conjunto por vários ângulos. O desenho da frente não tem mais nada a ver com a traseira.

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1) O elemento fechado no lugar das grades foi uma boa solução para obter maior diferenciação em relação à versão anterior. Mas ficou um pouco grande, aparentando como se fosse um acessório e não parte do desenho frontal.

2) Provavelmente para atender aos requisitos de refrigeração, o padrão da tela ficou um pouco exagerado no tamanho, chamando a atenção onde não é tão necessário. Ficou boa a solução estética de pintar a região central de preto.

3) O carro já é largo, e os temas das tomadas de ar e dos faróis horizontais o alargam ainda mais visualmente. Isso dá um toque imponente.

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Data de publicação: 28/6/11

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