Construindo a ponte

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Associada no Brasil a picapes e utilitários esporte, a Mitsubishi dá um
passo na direção dos automóveis com o ASX, de desenho interessante

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) As dimensões dos faróis estão no limite: se fossem pouco maiores já ficariam desproporcionais. Os contornos são simples e fazem parte da identidade da marca, mas note como o contorno com as quinas levemente arredondadas faz combinar perfeitamente com todo o desenho do carro.

2) A grande grade trapezoidal e saliente dá um visual muito esportivo. A moldura cromada, nesse caso, funciona mais para dar um bom acabamento ao contorno do que para dar um toque de sofisticação, como usualmente os cromados sugerem.

3) Essa área do para-choque indo até em cima ajuda a formar o contorno da grade. Ao mesmo tempo, somada à área em preto do para-choque que sugere proteção, dá uma sensação de robustez. Deixa os faróis mais “embutidos” e protegidos, além de expressar esportividade.

4) Duas aberturas de cada lado, mesmo que a superior seja apenas para emoldurar os faróis de neblina, somadas às aberturas abaixo da grade, já são esportividade demais para esse tipo de modelo. Soa como exagero.



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1) Esse vinco, que forma uma espécie de “asa”, faz a traseira ficar mais pronunciada. Por essa foto pode-se observar que ele está alinhado com o vinco da linha de cintura: um ponto alto das soluções estéticas da traseira.

2) Talvez haja uma ponteira de escapamento de maior diâmetro para outra versão. Como está tudo em preto, percebe-se menos, mas ainda há exagero no tamanho da abertura para o tamanho da ponteira.

3) Capricho nos detalhes: o vinco desce e se alinha com o corte superior da lanterna. É um dos poucos detalhes sutis da carroceria, que é mais caracterizada por elementos robustos e chamativos.

4) Essa saia lateral é a parte mais curiosa do carro. Tudo no ASX expressa modernidade e está de acordo com as tendências atuais, exceto a saia. Além de não combinar com nada do carro, tem em seu desenho esses detalhes salientes, ultrapassados. Apesar disso, em preto acaba não chamando a atenção.

Desde que a Mitsubishi iniciou suas atividades no Brasil, está em nosso mercado se caracterizando mais como marca de utilitários que de modelos de passeio. Começou importando alguns modelos e depois construiu sua própria fábrica para a nacionalização do picape L200 e dos utilitários Pajero Sport e Pajero TR4 — que, diga-se de passagem, recebeu uma reestilização muito boa feita no Brasil pelo próprio departamento de estilo.

Fora do Brasil a oferta é mais equilibrada entre um e outro tipo de veículo, mas por aqui, exceto o sedã Lancer Evolution, todo a linha é composta por utilitários. Uma curiosidade a respeito da Mitsubishi é ela não ser um dos maiores fabricantes de automóveis do mundo, mas sim um conglomerado gigantesco que vai desde fabricante de lápis, canetas e lapiseiras, passando por televisores, banco até indústria pesada e de alta tecnologia, entre muitas outras atividades.

Lançado aqui no Salão do Automóvel de São Paulo em outubro passado, o Mitsubishi ASX, dentro da categoria dos utilitários esporte, pertence a um segmento muito interessante por conta das dimensões um tanto compactas, cujo resultado influencia diretamente em uma boa percepção do modelo. Ao olhar para ele, não se achar que é um carro grande demais. Para o leitor ter uma ideia, externamente suas dimensões são muito parecidas com as dimensões do Fiat Bravo. As proporções são muito boas e, por conta das dimensões compactas aliadas à suspensão um pouco mais elevada, resultam em um modelo de visual muito agradável.

Quando a Mitsubishi apresentou ainda como conceito o que viria ser a versão atual do Lancer, fez um barulho enorme no mundo do estilo. O maior destaque era a solução dada ao desenho da dianteira, ousado e esportivo, em especial pela grade formando um único gráfico trapezoidal. O item, devido à boa aceitação, acabou por se tornar a identidade da marca. Em um lance de ainda maior ousadia, ela adaptou o mesmo tema à frente de seu utilitário esporte Outlander, para sua reestilização, e depois criou o ASX seguindo a mesma identidade — e, justamente por não ser uma adaptação, ele ficou ainda mais harmonioso do que o Outlander.

Justifica-se dizer que foi ousadia pelo fato de, originalmente, o tema ter sido desenvolvido para um carro de passeio com tendências esportivas, segmento bem diferente do de um utilitário esporte, com perfil de consumidor também muito diverso. Causaria surpresa se essa identidade fosse adotada por modelos como Pajero Full, Pajero Dakar e L200 Triton, pois a diferença de segmento e de perfil do consumidor seria grande demais — e também o risco de o tema não ter boa aceitação nesses modelos.

Claro que uma identidade tão marcante e uma grade dianteira que chama tanto a atenção podem causar diferença de opiniões. Nos Estados Unidos o modelo apareceu com para-choques na cor da carroceria, sem os elementos em preto fosco, escolha que deixou o desenho frontal mais convencional. Seria uma opção para a Mitsubishi do Brasil estudar. No restante, o ASX tem a linha de cintura bem alta e todo o desenho é bem equilibrado e harmonioso, com soluções de estilo simples, muito bem trabalhadas e esculpidas.

Esse segmento de utilitários esporte médios, do qual participam também Chevrolet Captiva, Honda CR-V, Hyundai IX35, Kia Sportage, Toyota RAV4 e Volkswagen Tiguan, entre outros, é muito interessante e os modelos têm revelado belos desenhos. Não é à toa que o segmento das peruas diminuiu bastante e a procura por esse tipo de modelo aumenta cada vez mais, pois eles têm muitas qualidades, a começar pelo estilo. Continua

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Data de publicação: 3/5/11

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