Papel estratégico

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O novo Volkswagen Jetta, que chega para substituir dois modelos,
segue a filosofia da marca de linhas minimalistas e padronizadas

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Todo o contorno dessa área inferior do para-choque é simples e bonito, bem proporcionado e harmonioso com o modelo. A região dos faróis de neblina não é tão chanfrada como a dos faróis, formando uma superfície "pegadora de luz" que desce e se alinha com a da lateral. Muito bom.

2) A solução estética do vinco alinhado com o farol seguir até a coluna dianteira, com o vinco da linha de cintura chegando até a quina do farol, é muito boa, mas é tão utilizada em tantos modelos que está cansando.

3) Chamou atenção dessa vez a coluna ser tão fina. Quando mais larga, dá uma sensação maior de robustez, mas é fato que prejudica a visibilidade, provável razão de se ter escolhido uma mais delgada.

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1) A traseira lembra bastante a do Audi A4. Ficou bonita, mas será que foi uma boa ideia guardar essa semelhança?

2) O tradicional e largamente usado recurso estético da lateral: serve para não deixar tudo tão liso, sem graça, e ainda promove um reforço estrutural nas chapas de aço. Nesse caso está marcante o suficiente para chamar a atenção, sem no entanto estar desproporcional: está no limite.

3) Já esse detalhe está completamente desnecessário, apesar da tentativa de ter algo a ver com detalhes da dianteira. Ficaria melhor sem ele.

Já comentamos alguns aspectos da linha de desenho seguida pela Volkswagen na análise de estilo do Amarok, mas um dado a acrescentar é que, de acordo com as mais recentes informações, a empresa alemã ultrapassou a General Motors e se tornou a segunda maior fábrica de automóveis do mundo, atrás apenas da Toyota.

Também foi comentado, na análise de estilo do Ford Fiesta, a respeito de uma discussão que existe no mundo do desenho automotivo: se é melhor padronizar o desenho de todos os modelos da empresa, dando-lhes um aspecto familiar, ou se é preferível cada modelo ter características próprias de estilo.

Pois bem: com os números apresentados e pela posição da Volkswagen no ranking mundial, esse não é, em definitivo, um problema para seus consumidores. E podemos, enfim, concluir que os dois caminhos podem ser explorados, desde que os desenhos sejam bem feitos.

O desenho simples, minimalista, e a forte padronização de toda a linha de produtos da Volkswagen que se veem hoje são responsabilidade do diretor do departamento de estilo, Walter de Silva, que já era conhecido por defender tal filosofia. Silva foi contratado com poder para promover sua estratégia de estilo nos produtos VW, o que na verdade não foge tanto assim em relação ao que a gestão anterior já vinha fazendo.

O uso de um desenho simples requer um trabalho mais apurado das proporções e de detalhes tais como grade, faróis, lanternas, adornos. Esses elementos têm de estar impecáveis para valorizar todo o conjunto, o que a VW tem feito muito bem até agora.

Na quarta geração, que conhecemos como Bora, o sedã da linha média da Volkswagen era basicamente uma versão de três volumes do Golf com uma frente diferenciada. Era até possível montar a frente de um no outro sem problemas, sendo o nome Jetta usado em seu maior mercado, o norte-americano, e o nome Bora no restante, inclusive no Brasil. A geração seguinte a essa, a quinta, ainda era diretamente derivada do Golf, mas foi dado um tratamento bastante refinado e com maiores dimensões, que agradou em cheio a vários mercados.

Embora o novo Jetta fosse lançado como substituto da geração anterior (o Bora), no Brasil e outros mercados emergentes foi adotada uma estratégia que reprovo totalmente: a nova geração, maior e mais refinada, com outro nome, como se fosse um outro carro, posicionou-se em categoria acima da do Bora, que foi mantido em produção com uma atualização de estilo de resultado nada animador. Acredito que talvez essas sejam as razões de vendas tão pífias de ambos os modelos no Brasil: um tentava se passar pelo que não era; o outro tentava disfarçar o fato de estar antiquado. Continua

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1) Os contornos das caixas de rodas estão bem justos e, com rodas de tamanho adequado para o carro, tudo fica com aparência de bem projetado e bem acabado.

2) No caso de uso de molduras de proteção nas portas, essa é a região mais adequada. Nesse caso a superfície "pegadora de luz" logo abaixo fica ainda mais desnecessária.

3) A moldura cromada dá um toque de sofisticação, mas quando faz o contorno em volta de todas as janelas, como era na geração anterior, fica muito melhor.

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1) A cobertura da coluna com acabamento brilhante "casa" bem com as superfícies brilhantes dos vidros e dá um aspecto de boa qualidade.

2) As rodas são bonitas, têm diâmetro adequado ao tamanho do carro (17 pol no caso do Jetta das fotos) e combinam bem, mas acentuam o visual conservador.

3) Essa superfície entre a lanterna traseira e o vinco superior do para-choque tem aspecto tão simples e tradicional, que chega a dar um toque sem graça à traseira.

 

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Data de publicação: 5/4/11

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