Quem disse que carro chinês é feio?

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Elaborado por Pininfarina, o Chery Cielo mostra um dos melhores
desenhos até agora entre os carros que vêm do país oriental

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Bom jogo de cromados nas peças: nada muito exagerado e nem faltando. Estão localizados em pontos óbvios.

2) Os contornos dos faróis são muito simples, como todo o estilo do carro, o que deixa tudo combinando. O tamanho dos faróis está no limite máximo: se tivessem ficado um pouco maiores, tirariam o equilíbrio das proporções. Já as aberturas abaixo, onde se encontram luzes de direção e faróis de neblina, estão no limite mínimo: se menores, também tirariam o equilíbrio. Isso é uma pequena amostra de um bom grau de cuidado na execução do estilo.

3) Os espelhos retrovisores ficaram muito para fora, o que é estranho, e a barra cromada é desnecessária.

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1) Os faróis são bem simples e, com esse acabamento fosco da máscara, ficaram com uma aparência pobre, que prejudica o visual e a imagem que o carro deve oferecer. Modelos de segmento abaixo, como o Volkswagen Fox, por exemplo, têm faróis com aparência muito mais rica.

2) A tomada de ar inferior do para-choque é a principal para a refrigeração. Note como a tela tem aberturas maiores que a tela da tomada de ar superior. O desenho escolhido para as telas dá um toque a mais de esportividade.

Um assunto muito comentado no momento são os carros chineses e tudo o que os envolve, seja a respeito da qualidade, seja se por causa dos baixos preços vão dominar o mundo (em que particularmente não acredito, pois qualidade e tecnologia custam dinheiro e, quando os carros chineses os tiverem em pé de igualdade com os concorrentes mundo afora, custarão tanto quanto).

Como é um assunto do momento, vamos dar uma olhada no Chery Cielo, que entre as opções chinesas se mostra como um dos melhores representantes, em termos de estilo, do que está disponível para o mercado brasileiro. Além disso, a Chery foi a primeira marca daquele país a anunciar uma fábrica por aqui, com previsão de inauguração em 2013.

Em nossas análises de estilo, em geral são comentados aspectos históricos e culturais das marcas, às vezes do país de origem e até da história do próprio modelo em questão, com o intuito de situar o leitor a respeito de alguns motivos de escolhas no estilo dos modelos analisados. Dessa vez, porém, há pouco a comentar, pois a Chery Motors é um fabricante com apenas 13 anos de história, tão jovem quanto a própria indústria automotiva chinesa.

Começamos a nos informar sobre os modelos chineses quando eles passaram a ter seus salões do automóvel divulgados para outros países. O que se via ali não empolgava: percebia-se claramente a falta de conhecimento e de prática ao desenhar carros. Copiavam alguns modelos descaradamente, mas também mostravam uma evolução muito rápida a cada novo salão, sinalizando que a médio prazo poderiam dar trabalho.

Devido ao bom momento da economia chinesa e à rapidez que a atual tecnologia oferece, estão caminhando a passos largos para se firmar como grandes fabricantes. Hoje o mercado chinês já é o maior do mundo, tendo superado até mesmo o norte-americano.

No começo de suas atividades, a Chery praticamente copiou modelos de outras marcas, o que lhe rendeu até alguns processos judiciais — o QQ que a marca está lançando por aqui foi considerado pela General Motors a cópia de um produto seu, curiosamente também vendido na China. Com os planos de expansão de seus negócios, a empresa fez um caminho mais certeiro e seguro: contratou um renomado estúdio de estilo.

No caso, o italiano Pininfarina, que entre muitas outras atividades desenha carros para Ferrari e Maserati. Tamanhas credenciais fazem a diferença, mesmo para quem não está bem informado ou acostumado a observar o estilo dos carros. Ao primeiro olhar já se nota que o Cielo é mais interessante, bonito e harmonioso que a média de estilo dos modelos chineses. Continua

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1) O rebaixo para a placa de licença não ficou bem executado no hatch. Já na versão sedã, por estar mais perto da moldura, o acabamento visual ficou melhor.

2) A terceira luz de freio saindo de um prolongamento no teto é interessante e não usual. Mesmo para quem não gostar, não é um item grande a ponto de incomodar.

3) Tanto o hatch quanto o sedã têm no para-choque dianteiro a faixa preta na parte inferior, assim como na saia lateral. Na traseira, o para-choque do sedã traz a faixa preta e o hatch tem a marca para divisão na pintura, mas vem com toda a peça na cor do carro. Faltou harmonia no acabamento.

4) Duas ponteiras de escapamento (funcionais), uma de cada lado: detalhe muito interessante e esportivo. Nota 10.

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1) Nessa vista dá para notar como o modelo é bem arredondado. A coluna traseira bem inclinada traz esportividade e deixa o Cielo com uma característica interessante e diferente dos demais hatches atuais.

2) Um aspecto que compromete o visual de muitos modelos, em países com piso precário como o Brasil, é a suspensão elevada. Quando as rodas são pequenas demais para o modelo, fica ainda pior. No Chery, apesar das grandes rodas de 16 pol, a sensação é de um vão excessivo entre elas e os para-lamas dianteiros.

3) O “pegador de luz” está sobrando. Mas, para o conjunto ficar bem sem ele, a abertura teria de ser maior, o que deixaria a frente mais esportiva — talvez até demais para a proposta do modelo.

 

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Data de publicação: 22/3/11

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