Símbolo de mudança

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Sintonizado com o mercado europeu e mais harmonioso que outros
modelos da Renault, o Fluence aponta uma nova fase de desenho

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) A abertura tem bom acabamento e proporção adequada em relação à área frontal, mas, como citado no texto principal, o visual como um todo da abertura parece antigo. Em especial, os "bicos" que se formam nas extremidades não combinam nada com o estilo do carro em geral.

2) A "quina" do carro é bem perceptível por não estar tão arredondada. Dessa forma a frente fica mais larga visualmente.

3) Diversos fabricantes têm dado atenção às capas dos retrovisores, que deixam de ser apenas "conchas" e passam a ter detalhes, como os vincos nesse caso, ou repetidores das luzes de direção, que combinam com o estilo do carro, ornamentam e contribuem com a aparência.

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1) Belo trabalho executado na coluna traseira e excelente a transição da superfície da linha de cintura para o porta-malas. São detalhes que em geral passam despercebidos, mas fazem grande diferença no visual quando bem executados.

2) O contorno das janelas é bonito, mas nesse ponto está um pouco achatado, causando a sensação de que está amassado. No conceito Fluence ZE (veja fotos na página seguinte), que antecipou esse desenho, a curvatura está melhor.

3) Note que o modelo não tem a linha de cintura tão alta como tantos outros que seguem a tendência atual, mas o ponto do capô quando se encontra com a coluna dianteira está bem alto.

Com uma história recheada de sucessos nas ruas e nas pistas, a Renault é a maior fabricante de automóveis francesa e figura entre as 10 maiores em vendas do mundo, posição de respeito e muita importância no cenário mundial.

Os atuais produtos da Renault na Europa estão de acordo com tudo que é moderno em tecnologia e estilo. Têm características próprias que se destacam, uma questão peculiar da Renault. Seus automóveis em geral adotam estilos marcantes e quase sempre possuem detalhes de desenho que os diferenciam, quebram paradigmas e surpreendem os consumidores.

Tal ousadia às vezes a faz pagar o preço. Assim como tal dinamismo a colocou em um lugar na história como uma das inventoras da minivan (com a Espace de 1984), segmento que se tornou fenômeno mundial, também trouxe aos consumidores alguns carros de estilo bastante controversos, alguns a ponto de encurtar a vida útil e o ciclo do estilo no modelo.

Outro aspecto peculiar e próprio da Renault, e que chama muito a atenção, são seus carros-conceito. Sejam destinados apenas a salões ou construídos para antecipar os modelos de produção, em geral são fantásticos e trazem consigo aquela sensação de coisas novas e bastante avançadas, o que cria uma expectativa nem sempre atendida quando, finalmente, surge a versão de série.

Há quem defenda que o lançamento de um carro é um momento delicado, no qual o consumidor tem de sentir que a empresa fez o que tinha de melhor para ele. Um carro-conceito apresentado antes desse momento — no qual se podem usar recursos estéticos e tecnológicos que deixam o modelo muito atraente, mas que não são viáveis econômica ou produtivamente — pode vir a deixar o cliente desapontado em um momento crucial para o sucesso do modelo. Filosofias à parte, a Renault tem feito isso.

Com tanta força no mercado mundial, no Brasil a marca ainda não emplacou, apesar das quase duas décadas de atuação no País e dos 12 anos de uma moderna fábrica no Paraná. Isso nos faz supor algumas causas, e uma delas é bem palpável: o estilo de seus modelos brasileiros que, de maneira geral, não caíram nas graças do público.

Entre os modelos disponíveis hoje, ou já estão com o estilo bastante defasado, ou são aqueles criados exclusivamente para mercados emergentes, que de maneira geral não têm no estilo seu ponto forte. Mas parece que a Renault está revendo suas estratégias: o lançamento do Fluence sinaliza uma mudança, pois está em sintonia com o modelo europeu e tem melhores atributos de estilo do que estamos acostumados a ver nos modelos Renault por aqui. Continua

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1) A solução de posicionar as molduras das portas bem abaixo ficou muito interessante, mas para fazer a função de proteger as portas as molduras têm de ficar um tanto grossas e salientes, detalhe que pode comprometer a aparência.

2) Os faróis são bonitos, com belos contornos e um bom desenho da parte interna. Ficaram esticados nas laterais um pouco a mais do que deveriam, a nosso ver, mas nada que chegue a agredir.

3) Em geral os carros têm a frente mais "bicuda" ou arredondada e a traseira mais achatada. Esse modelo é o oposto. A frente mais achatada não é necessariamente uma virtude.

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1) Um dos bons aspectos do desenho do Fluence é que ele tem as superfícies limpas. O detalhe que usualmente chamamos de "pegador de luz" está bem baixo, formando um conjunto com as molduras das portas. Solução interessante.

2) Como a intenção foi dar fluência ao estilo, a linha do teto desce acentuada e a traseira sobe da mesma forma. O casamento ficou algo exagerado: causa a sensação de que o teto está amassado na região do vidro traseiro.

3) A faixa preta abaixo para cortar visualmente o volume do para-choque ficou bem nesse modelo. O detalhe contornando os refletores ficou melhor ainda, contribuindo bastante com o bom visual da traseira.

 

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Data de publicação: 7/3/11

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