Passado e presente em sintonia

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Ao mesmo tempo em que homenageia os modelos dos anos 60, o
novo Chevrolet Camaro consegue expressar modernidade e atitude

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Essa é a chamada linha de caráter do carro. A do Camaro veio diretamente do modelo original, quase como uma cópia, e é um dos elementos mais importantes de todo o estilo. Dá atitude e charme ao automóvel.

2) As “aletas” foram trazidas diretamente do modelo de 1969. Têm função apenas visual, mas dão a ideia de que seriam aberturas para ventilar os freios traseiros. Já há um bom tempo não se usam detalhes desse tipo, mas quando bem feitos — como nesse caso — dão uma graça a mais.

3) Note-se como foram muito bem cuidados até detalhes mais discretos, como as linhas de corte que dividem os para-lamas, tanto na dianteira como na traseira, inclusive o alojamento dos refletores laterais. Isso ajuda bastante na qualidade visual quando se olha para todo o modelo.


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1) Retrovisores com aparência muito moderna e esportiva, que combinam com todo o desenho do carro e ajudam a valorizar a aparência.

2) Os faróis básicos são de tecnologia tão comum quanto a de um carro popular qualquer, mas a maneira pela qual estão bem encaixados no desenho frontal nem se nota. Há a opção dos faróis de xenônio, com um aro que acende em volta dele para fazer a função de luz de posição, em um efeito muito bom.

3) Tomadas de ar são usadas ou por necessidade ou para dar um visual mais esportivo. Nesse caso, se não estivessem lá não fariam falta nenhuma: o carro já tem todos os dotes necessários.

Encerramos o ano de 2010 analisando um carro de estilo retrô, o Mini da BMW, e iniciamos 2011 com outro também nostálgico, o Chevrolet Camaro. Apesar de a General Motors ter utilizado a mesma receita do Ford Mustang para gerar o Camaro de 1967 (leia história), ele tem uma personalidade própria. É um modelo com estilo marcante, de excelentes proporções e linhas atemporais. Um tremendo sucesso que fez história e, até hoje, carrega uma legião de fãs no mundo inteiro. Quando olhamos para um Camaro dos anos 60 ainda admiramos, mais de 40 anos depois, seu desenho da mesma maneira que era admirado quando era novo.

Com qualidades como essas, fazer uma reedição desse clássico parecia ser coisa fácil, mas não é tão simples. A essa altura do campeonato, produzir um novo modelo de estilo retrô já não obtém o impacto da novidade. Na mesma linha dos chamados carros musculosos (muscle cars), a Ford havia saído na frente com o Mustang de 2005 e a Chrysler veio atrás com o Dodge Challenger. Assim, a GM precisou fazer algo digno de nota — caso contrário, seria um desastre a tentativa de ressuscitar o Camaro e, em um carro tão importante como esse, seria questão de honra não cometer erros.

Os modelos retrô não são meras cópias de seus modelos de origem: eles possuem formas e detalhes que apenas lembram os originais, mas, se colocarmos lado a lado o modelo antigo e o novo, veremos claramente o quanto são diferentes. Nos casos dos três novos carros musculosos norte-americanos, nota-se que o departamento de estilo da Chrysler foi um tanto conservador no desenho do Challenger, no sentido de ter mantido muitas das características do desenho original no novo modelo, enquanto o Ford não lembra um só modelo de Mustang, mas vários, em um compromisso de lembrar o antigo, mas com um desenho moderno.

A GM escolheu um terceiro caminho: mesmo lembrando o modelo original, assim como seus dois concorrentes, fez um Camaro com a aparência mais moderna entre os três, em um lance de arrojo que, se fosse um pouco mais além, poderia até ter perdido a identidade para a qual estava destinado. À época do lançamento da versão de conceito, em 2006, isso causou discussão entre alguns fãs do modelo, que achavam que o estilo tinha de ser mais conservador, e os que haviam gostado do resultado.

Mas isso tudo é passado: a GM acertou e chegou a um desenho digno de toda a herança que o nome Camaro carrega. Aliás, do modelo conceitual até o definitivo de produção não houve mudanças significativas no estilo, fato que não é normal dentro da indústria — e que mostra como o departamento de estilo foi direto ao assunto, mesmo com o risco de desapontar os fãs mais conservadores.

O novo Camaro é como tem de ser: baixo, largo, com cara de mau, colunas largas e perfil bem baixo das janelas — fatores que comprometem a visibilidade em nome da aparência —, duas portas, rodas grandes, tração traseira e um potente motor V8. Continua

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1) Como não é uma proposta de carro familiar, não foi necessário fazer a abertura do porta-malas chegar até o para-choque para ser mais prático de colocar e tirar bagagens.

2) À parte os emblemas e as ponteiras de escapamento, as molduras das lanternas são os únicos ornamentos cromados do exterior. Para alguns pode ser pouco e para outros muito, mas dão charme para as lanternas.

3) O “pegador de luz”, usado em geral para “quebrar” visualmente a área da lateral tão grande e lisa, nesse caso tem uma função a mais: absorver a bolha do para-lama traseiro, que começa a se destacar logo depois da porta, mantendo a saia lateral lisa. Dessa maneira a bolha que se forma na lateral fica mais valorizada visualmente.

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1) A versão conversível, ainda não disponível no Brasil, não tem diferenças visuais nas laterais ou na traseira em relação ao cupê. Quando a capota está abaixada tem um excelente acabamento e o Camaro, em especial, ficou muito bem na versão aberta.

2) É improvável que seja, mas por não ter a capota ele dá a impressão de que seu para-brisa é mais inclinado que na versão cupê. A grande inclinação dá um visual muito esportivo e o acabamento em prata da coluna dá um charme extra.

3) A pequena aba embaixo do para-choque pode parecer um recurso estético, mas na verdade é um requisito aerodinâmico, que faz diferença para reduzir o consumo de combustível e as emissões poluentes.

 

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Data de publicação: 18/1/11

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