A Fiat de volta à ousadia

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Depois do retilíneo Stilo, chegam as linhas modernas do Bravo
para recolocar a marca em posição de destaque entre os médios

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Ao mesmo tempo em que os vincos do capô servem para “quebrar” visualmente uma área grande e lisa, criam um elemento estético que contorna os faróis, solução bastante interessante.

2) Ao contrário do Punto e do Palio, a grade superior não tem uma clara conexão com a grade inferior. A moldura cromada dá um toque de bom acabamento e enriquece o desenho; a parte central ajuda a valorizar o emblema.

3) A simplicidade dos faróis, assim como todo o resto do carro, forma uma boa combinação. Têm dimensões adequadas e seus detalhes estão bem proporcionados. O toque a mais fica por conta do refletor elipsoidal, que enriquece o visual.

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1) O detalhe em preto ajuda a levantar visualmente a traseira do carro, “quebra” a sensação de massa muito grande e dá um toque de esportividade ao mesmo tempo. Note a posição não usual para as luzes de marcha à ré, que ficou bem.

2) Solução interessante e diferente dos demais carros: em geral, nessa região é que se encontra a porção que fica mais saliente do para-choque.

3) Assim como o vinco da linha de cintura, esse também “quebra” visualmente a lateral grande e lisa, além de dar um pouco de leveza, ao criar um pouco de sombra abaixo dele. A saia lateral logo abaixo também poderia ser preta para combinar com os detalhes inferiores dos para-choques.

A Fiat tem elementos que a tornam uma empresa diferenciada em relação às demais grandes fábricas que atuam no mercado brasileiro. Começa pelo fato de o Brasil ser para ela o mais importante mercado fora da Itália. Dada tal importância a nosso país, em seus 34 anos de história no mercado brasileiro a Fiat se tornou a número um em vendas, ultrapassando gigantes instaladas há bem mais tempo como Ford, Volkswagen e General Motors. Um êxito que mostra como a Fiat trabalhou muito para chegar lá.

Outra diferença da Fiat é recorrer, além de seu próprio departamento de estilo, a estúdios independentes como o ItalDesign de Giorgetto Giugiaro, o Pininfarina e o I.DE.A. Institute, que já fez os desenhos de vários Fiats italianos e brasileiros, como a família Palio dos anos 90. Claro que, em um trabalho de conquista de mercado e crescimento, os desenhos dos modelos precisam corresponder à altura — e é prazeroso ver como o estilo dos Fiat evoluiu, desde os simplórios modelos 147 até seu atual lançamento no Brasil, o Bravo. Embora ainda não tenha sido apresentado à imprensa, o carro pôde ser visto no Salão de São Paulo, dando-nos condições de analisar seu desenho.

A Fiat não tem uma identidade da marca tão definida em seus modelos como, por exemplo, a Volkswagen europeia. E a empresa de Betim, MG, já declarou que não é mesmo sua intenção adotar tal filosofia. Dessa forma, podemos ver alguns modelos — mas não toda a linha Fiat — com vários elementos parecidos entre si, o que traz a impressão de que ela está, até certo ponto, padronizando o visual dos produtos, mas em determinado momento ela lança um automóvel com características visuais bem diferentes dos demais.

Vejam-se a dupla Brava/Bravo e o Marea, apresentados em 1995 e 1996 na Europa, que adotavam linhas fortemente curvas e rompiam a tradição da marca de formas mais retilíneas, em vigor desde os anos 60. Outro caso foi o do Stilo, de 2001, que retomou o padrão anguloso e em nada se parecia com outros Fiats da época. Exemplo mais recente foi o novo Punto (Grande Punto na Europa), em 2005, que veio com uma linguagem visual bem diferente de seu antecessor. Seu desenho recebeu boas críticas no mundo do estilo e o carro foi um sucesso de vendas na Europa, pelo que acabou inspirando o desenho do novo Bravo, de 2007 — que, por sua vez, serviu como inspiração para a reestilização brasileira da frente da Idea.

Em um primeiro instante, ao olhar para o Bravo, a impressão é de estar olhando um Punto em tamanho grande, devido às semelhanças de muitos detalhes de estilo entre eles, em especial na frente e na lateral. O que faz a diferença no desenho do Bravo, mesmo se o compararmos ao Punto, é o que chamamos em estilo de atitude. Suas maiores dimensões em comprimento, largura e distância entre eixos — sem que seja mais alto — lhe dão maior imponência e os detalhes foram tratados de maneira sutilmente diferente, esculpidos de forma a conferir maior requinte, mas com um toque de esportividade. Continua

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1) A linha de cintura não é tão alta como em outros modelos recentes, mas tem uma inclinação mais acentuada do que o usual em direção à traseira.

2) Percebem-se de perfil as boas proporções e a "linha zero" bem desenhada. É uma linha imaginária que corta o centro do carro no sentido longitudinal e determina seu perfil.

3) A quina superior da moldura na região da terceira janela é pontiaguda. A peça resolve um problema de manufatura causado por essa quina e dá um melhor contorno ao gráfico das janelas.

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1) Para a tampa traseira não ficar lisa demais, o vinco apontado na foto faz a função muito bem — e ainda está em harmonia com o vinco da linha de cintura nas laterais, formando um contorno para o carro.

2) Por esse ângulo percebe-se a conexão da linha do vidro traseiro alinhada à linha superior das janelas laterais, que forma um gráfico bem interessante.

3) As lanternas são simples e interessantes e os contornos combinam com o carro, mas em nossa opinião há um toque de Volkswagen em sua aparência que não deveria existir.

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Data de publicação: 16/11/10

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