Estreante, mas com classe

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Em seu primeiro picape, o Amarok, a Volkswagen trabalhou com foco
na simplicidade de linhas e obteve um resultado bastante positivo

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Esses detalhes que emolduram as luzes de direção e a parte inferior dos faróis, alinhados com os frisos da grade, ficaram muito interessantes e formam um acabamento diferente do que vemos comumente nos faróis.

2) Visto assim de frente, nota-se como os vidros têm perfil baixo, o que dá a impressão de um teto também baixo. A fórmula usada nos carros de passeio, nesse caso somada com a frente alta, dá imponência ao modelo.

3) Os “dentes” abaixo do para-choque são usados para dar um toque fora-de-estrada. São tão empregados e há tanto tempo que já cansaram um pouco. Como todas as linhas no modelo combinam entre si e devido ao foco na simplicidade das formas, não fazem muito sentido.

4) O defletor abaixo do para-choque está aí por questões aerodinâmicas, para favorecer a economia de combustível.
 
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1) As rodas de alumínio da versão europeia misturam requinte e esportividade, mas dão a impressão que combinariam melhor com um utilitário esporte ou com carros de passeio.

2) Como tudo no picape remete ao tema quadrado, esses retrovisores com os cantos tão arredondados não combinam. Fazem parecer que foram aproveitados de outro carro.

3) As quinas chanfradas na região dos faróis dão um toque escultural e de esportividade. Muito bom para não deixar nada monótono nesse modelo que foca na simplicidade.

A excelência dos alemães na confecção de seus produtos é notória já há muito tempo, e a Volkswagen não foge à regra. A diferença é que ela se caracterizou por produzir modelos mais acessíveis do que as outras marcas alemãs e com isso, apesar de ser um dos grandes fabricantes europeus, não obtinha no estilo de seus carros o mesmo prestígio que uma Mercedes-Benz, uma BMW ou mesmo a Audi, que pertence ao mesmo grupo.

Após uma grave crise financeira que a abalou há vários anos, a VW iniciou um grande trabalho de recuperação que culminou em sua terceira posição no ranking mundial dos maiores fabricantes — e tem a ambição de ser o primeiro até 2018. Dentro desse trabalho de recuperação e crescimento, passou a explorar alguns segmentos de mercado nos quais não atuava e, entre outras medidas, investiu muito em seu departamento de estilo, tornando-o um dos mais respeitados do mundo.

Respeito adquirido depois de extenso trabalho e ótimos resultados alcançados com carros-conceito e modelos de produção, nos quais foi trabalhada uma particularidade de maneira muito interessante, não importando o segmento de mercado do automóvel: aquilo que se pode chamar de efeito joia. Em qualquer Volkswagen de lançamento recente que olharmos hoje, é possível perceber a qualidade visual do produto, que para alguns modelos chega a ponto de termos a impressão de que pertencem a uma categoria acima, devido ao cuidado e ao refinamento dado ao estilo.

Em meio a todo esse processo, foi trabalhada uma identidade visual que caracteriza bem toda a linha atual da empresa. Pelo desenho de grade, faróis e para-choque dianteiro, além de outros detalhes padronizados — como o rebaixo para a placa de licença na tampa traseira ou no para-choque —, os modelos nem precisariam dos emblemas para serem reconhecidos como produtos VW.

Recentemente, vários de seus modelos passaram por uma atualização no desenho e na identidade da marca, ganhando um estilo que usamos dizer minimalista, pelo qual a simplicidade das formas é predominante. Dessa maneira, o bom trabalho das proporções torna-se fundamental para se obter o melhor resultado: tudo no carro tem de estar do tamanho certo e no lugar certo. Parece simples, mas não é: levam-se anos para aprender a trabalhar as proporções de um produto. Assim como a Ford fez com toda sua linha de carros, adotando a mesma identidade e os deixando bem parecidos entre si (leia análise do novo Fiesta), a Volkswagen foi até mais além ao usar a mesma linguagem em todos os modelos.

Falando agora sobre picapes médios, esse é um segmento que mudou bastante desde que foi inaugurado por um modelo fabricado no Brasil com a chegada do Chevrolet S10, em 1995 (os fabricantes japoneses foram os primeiros a vender tais produtos aqui, mas ainda mediante importação). Continua

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Data de publicação: 5/10/10

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