Um aventureiro bem desenhado

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O Aircross, lançamento nacional da Citroën, mostra soluções
interessantes em um estilo mais ao gosto internacional

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) Apesar das grandes aberturas, as molduras dos faróis de neblina e a barra onde fica a placa de licença quebram essa impressão e balanceiam visualmente o conjunto.

2) O protetor da parte inferior do para-choque, bem desenhado e esculpido, é o item que mais contribui para o toque esportivo.

3) Os faróis receberam um belo tratamento de estilo, tanto nos contornos quanto nos detalhes internos. Têm ótimas proporções e ficaram muito bonitos.
 
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1) Molduras das caixas de rodas e saias laterais possuem desenho equilibrado, mas bastante conservador. Causam um certo contraste com outras partes mais ousadas.

2) A parte superior do rebaixo das maçanetas forma um tipo de moldura, causada pela escultura da linha de caráter. Causa a boa impressão de que a área não foi esquecida.

3) Nesta foto percebemos bem como as rodas, ainda que grandes, ficam visualmente pequenas. Somadas à altura da suspensão, fazem parecer que a frente está flutuando.

O estilo de um automóvel é composto de muitos atributos e suas variáveis, algumas já citadas nas análises de estilo do Honda Civic e da linha Peugeot 207, e assim vamos montando o quebra-cabeças para explicar a complexidade de executar um projeto e alcançar um bom resultado. Uma dessas variáveis é o resultado da cultura do país de origem da empresa, aliado à cultura da empresa em si — e, apesar de não ser uma regra, muitas vezes uma está relacionada com a outra.

Por exemplo, a Itália é uma referência mundial em estilo e seus carros geralmente transmitem essa sensação de maneira inconfundível. Se recebemos a notícia de que uma marca italiana lançará um novo modelo, de imediato temos a sensação de que será algo soberbo em termos de desenho. Já os alemães nos transmitem, através das linhas de seus carros, sua excelência em engenharia. Dessa forma sempre esperamos ver nos modelos germânicos um estilo um pouco mais sóbrio, mas com proporções e linhas harmoniosas, quase matemáticas.

E os franceses?

O povo francês tem seu jeito peculiar de ser e a consciência tranquila a respeito disso. Observamos que esse padrão cultural se aplica também à hora de desenhar seus carros, ora criando alguns estilos que marcam época, ora optando por desenhos bastante controversos e às vezes até inexpressivos, mas sempre deixando sensação de que não estão nem aí se os outros gostam ou não. Resultado: a aceitação do desenho dos carros franceses varia muito de país para país e, fora da Europa, essa aceitação ainda está engatinhando.

A necessidade das empresas de atuarem globalmente e conquistarem cada vez mais mercados, mesmo que tarde, está fazendo os franceses acordarem e buscarem formas de mais fácil aceitação pelo resto do mundo. Das três grandes marcas francesas — as outras são Peugeot, do mesmo grupo, e Renault —, a Citroën é a que tem a história mais relevante no cenário mundial. E, das três, é a que atualmente passa por uma grande transformação no que se refere ao estilo de seus produtos, ao aplicar uma nova identidade e dar uma diferente atitude a seus modelos de uma maneira positiva, que visa ao lado mais comercial sem abrir mão de um bom desenho.

Os novos Citroëns estão com uma aparência mais bem cuidada, sem certas extravagâncias e exageros de estilo, e o trabalho das proporções está melhorando bastante. Isso tudo traz a seus modelos alguns detalhes um pouco mais comuns para não cometer o que pode ser considerado um erro — como a traseira do C4 de três portas, com formas retilíneas que destoam das curvas predominantes em sua carroceria. Continua

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1) Este é o detalhe mais diferenciado: chama a atenção na dose certa e está perfeitamente integrado tanto em sua base como no desenho do carro como um todo. Com a pintura em prata, a Citroën destaca as colunas dianteiras avançadas e quebra a sensação de que o para-brisa é maior e mais envolvente.

2) Espelho retrovisor com um certo apelo esportivo, que ficou muito bom.
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1) O protetor do para-choque vendido como acessório tem dimensões um pouco exageradas em seus elementos, mas com um desenho muito bonito e bem integrado a todo o estilo frontal.

2) Esta área fica melhor em preto, como no carro sem acessórios. Como ela não tem um clara conexão com o detalhe logo abaixo, estando ambas pintadas em prata elas concorrem visualmente e deixam o visual poluído.

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Data de publicação: 6/9/10

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