Sem crise de identidade

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A linha 207 preserva os traços característicos dos Peugeots mundo
afora, mas há acertos e falhas nos detalhes de desenho da família

Texto: Edilson Luiz Vicente - Fotos: divulgação

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1) A lente dos faróis com esse tratamento tridimensional é muito interessante e foge um pouco das soluções tradicionais.

2) O emblema dianteiro ficou supervalorizado dentro desse elemento estético, bem integrado à frente como um todo.

3) Se a grade fosse preta, contribuiria ainda mais com a impressão de uma boca enorme. Pintada nessa cor mais clara, quebra a impressão e dá um certo toque de classe.
 
 
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1) Moldura com acabamento cromado geralmente é usada para dar um toque de sofisticação, mesmo a um modelo compacto como esse.

2) Essa espécie de saia foi mantida do desenho do para-choque do 206, só que agora faz parte do detalhe descrito no item 3.

3) Esse gráfico que forma um tipo de almofada está aí porque o corte do para-choque é muito marcante: ficaria muito estranho se estivesse tudo liso.

Na última Análise de Estilo, sobre o Honda Civic, comentamos sobre a atitude no desenho de um carro e citamos a importância do estilo para um modelo ter um bom desempenho de vendas em diferentes mercados. Outro componente muito importante no desenho de um automóvel é o que algumas pessoas chamam de DNA do produto, mas nos parece mais apropriado chamar de identidade da marca.

Se você olhar para um carro sem nenhum tipo de emblema ou inscrição que dê alguma dica de quem é o fabricante, e mesmo assim adivinhar qual é essa marca, significa que o resultado foi alcançado. Da mesma forma que não funciona, por exemplo, pegar um Ferrari e colar os emblemas de outra marca — digamos, Volkswagen. Certamente você olhará para o carro e dirá: tem algo estranho, esse carro não parece um Volkswagen.

É nesse quesito, a identidade, que a Peugeot tem uma herança de longa data: faz parte de sua cultura e continua a fazer um trabalho muito forte em toda sua linha de produtos, no Brasil e no exterior. A identidade concentra-se especialmente na parte dianteira de seus modelos: faróis e grade com ar felino — sem dúvida uma alusão ao logotipo de leão — formam uma identidade visual que os torna inconfundíveis e os destaca em qualquer lugar.

O modelo 205 da Peugeot foi uma revolução de estilo em relação ao antecessor 204 e se tornou um dos maiores sucessos da marca. Da mesma forma, o 206 foi uma enorme evolução de desenho em relação ao 205. A linhagem continua na Europa, onde o 207 é um projeto todo novo, maior e mais sofisticado do ponto de vista técnico. Mas a Peugeot quebrou a corrente optando por manter o 206 com uma atualização de estilo, adotando as denominações 207 na América Latina e 206 Plus em outros mercados.

Em reestilizações parciais, normalmente as fábricas não modificam portas, teto, laterais e às vezes a tampa traseira, porque os custos dessas mudanças são elevados e, até certo ponto, a manutenção desses elementos pode ser disfarçada por um novo e impactante desenho frontal. Dessa forma, por mais que se tente mudar ou atualizar o estilo do carro, sua maior porção continua sem alterações.

O problema é maior quando o modelo possui detalhes marcantes: às vezes esses detalhes envelhecem rápido, o que prejudica as tentativas de mantê-lo atualizado e podem forçar soluções que não são as ideais. Há também elementos que não permitem mudanças sem incorrer em custos elevados, caso das lanternas traseiras do 207 e, sobretudo, da SW. O resultado disso tudo divide bastante as opiniões: foi uma grande mudança na dianteira, mas, quando se vê os 207 de traseira, os mais distraídos podem nem notar que aquele é o novo modelo. Continua

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Data de publicação: 24/8/10

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