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Apresentação

O kart inglês renasce
sob mãos alemãs

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BMW recria a agilidade e a diversão de dirigir o
Mini Cooper, agora vestido para o terceiro milênio

Texto: Fabrício Samahá - Fotos: divulgação

Em maio de 1959 o mercado inglês conhecia um carrinho pequeno e inovador, com soluções como motor transversal, tração dianteira, suspensão sem amortecedores e rodinhas de 10 pol. O Austin Mini (leia história), projetado por Alec Issigonis, impressionava pelo aproveitamento do espaço e pela estabilidade, ganhando projeção com a versão esportiva Cooper. Foram vendidos 5,3 milhões em quatro décadas.

Assim como o Fusca ou o Thunderbird dos anos 50, o estilo do velho Mini também ressurgiu reinterpretado com o lançamento, no Salão de Paris de 2000 (saiba mais), do Mini fabricado pela BMW. A marca e o modelo Mini são as únicas heranças da britânica Rover após sua venda pelo grupo alemão (os utilitários Land Rover pertencem agora à Ford) e, de cara, pode-se garantir que a nova detentora não dará ao carrinho direito a uma vida tão longa quanto a de seu antecessor.

Clique para ampliar a imagem Entre os interessantes elementos de estilo, o teto e os retrovisores em cor contrastante com a carroceria, as colunas "invisíveis" e os apliques cromados que parecem estreitos pára-choques
O novo Mini parece muito maior que o antigo -- na verdade mede 3,62 metros de comprimento, menos que um Uno -- graças a soluções como as colunas em preto, que "desaparecem", e à baixa altura de rodagem. O teto e os retrovisores são pintados em cores contrastantes com a da carroceria e há molduras nos arcos dos pára-lamas, que remetem às do Cooper do passado.

Os faróis ovalados, a grade cromada e os apliques que parecem ser os pára-choques são detalhes clássicos que não destoam das formas limpas e atuais, com as janelas das portas sem moldura. Faróis e parte da grade, aliás, sobem com os pára-lamas junto do capô, o que exigiu um bom trabalho de engenharia para evitar vibrações e ruídos. O desenho é obra de Frank Stephenson e foi em grande parte antecipado por um carro-conceito do Salão de Frankfurt de 1997.
Um esboço do desenho do novo carro. Boa parte de seu estilo simpático foi antecipada por um carro-conceito da Rover no Salão de Frankfurt de 1997
O interior traz uma dose de ousadia nas formas e nas cores. Uma estrutura oval em tom de alumínio envolve os puxadores e porta-mapas das portas, com o mesmo estilo adotado no painel e no console. Um imenso velocímetro no centro do painel -- como no antigo modelo -- e o amplo conta-giros montado na coluna de direção são os principais instrumentos, com os demais inseridos dentro deles.

Caso se peça o sistema de navegação opcional, este toma o espaço do velocímetro, que passa a vir junto do conta-giros na coluna. Mais abaixo estão o sistema de áudio, os comandos de ar-condicionado e botões diversos "pendurados", em uma estrutura com parafusos aparentes que busca um ar despojado e original. Os bancos são bem envolventes e possuem amplas regulagens, chegando a tocar o assento traseiro na posição mais recuada.
Clique para ampliar a imagem No interior, formas e cores ousadas. Destaque para o enorme velocímetro no centro do painel, como no antigo Mini, que cede lugar ao sistema de navegação caso este seja solicitado
Se o antigo Mini surpreendia pelo espaço, o novo tem um banco posterior insatisfatório para dois adultos e porta-malas dos menores do mercado, apenas 150 litros. Confortos da vida moderna, como revestimento em couro e aquecimento dos bancos, estão presentes, assim como bolsas infláveis frontais, laterais e um sistema de proteção da cabeça em colisões laterais. Continua

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