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AYUVERDA: Jejum terapêutico, uma faxina no organismo |
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Jejum terapêutico é o método indicado para manter o sistema digestivo limpo, aumentar a imunidade da pessoa e estimular a autocura de várias doenças
Pode ser estranho, mas jejuar é uma boa maneira de manter a saúde e até curar doenças. O jejum terapêutico desintoxica e aumenta a imunidade do organismo. "Quando paramos de comer, o corpo começa a queimar as reservas de gordura e todos os demais elementos estranhos, como colesterol, inflamações e tumores", explica o especialista em nutrição biomolecular Augusto Fajardo.
Para medir e provar os benefícios do jejum, o geólogo José Carlos de Carvalho, 58 anos, fez vários exames no último dia de seus jejuns prolongados - um de 12 e outro de 21 dias. Todos os índices estavam normais. "Só o colesterol e a glicose estavam baixos, o que é até bom", afirma.
Segundo a Dra. Maria Stela de Simone, diretora-científica da Associação Brasileira de Ayurveda (medicina indiana), para chegar a esses resultados, não é obrigatório deixar de comer por muito tempo. "Basta fazer o jejum semanalmente", aconselha.
Prática transfere energia da digestão a outras funções
O jejum pode ser feito somente à base de água, um tipo de fruta ou incluindo também sopas de legumes. "O importante é dar menos trabalho ao sistema digestivo. Dessa forma, a energia gasta para processar os alimentos pode ser usada em outras atividades", explica Fajardo.
"Sinto-me mais calmo e disposto. Melhora o meu ritmo e a resistência para correr. Além disso, a mente fica alerta", conta José Carlos, que faz jejum há mais de cinco anos. "Essa prática também melhora a auto-estima, pois demonstra como podemos adquirir autocontrole", acrescenta Dra. Maria Stela.
No Retiro de Recuperação da Saúde, em Jarinu (SP), o jejum terapêutico é largamente utilizado. "Já vi diabéticos entrarem aqui precisando de três aplicações diárias de insulina e saírem sem a dependência do hormônio", conta Catarina Walzberg, diretora da clínica, onde o jejum também é utilizado nos tratamentos de bronquite asmática, hipertensão arterial e depressão.
Jornalista Madalena Romeo
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