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MITOLOGIA O simbolismo dos pés e sua correspondência mitológica |
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Uma das mais interessantes linguagens simbólicas é a da Mitologia, onde o mesmo símbolo pode revelar-se em vários mitos.
Os pés, como apoio e suporte para o corpo humano encontra, na Mitologia Grega, um campo fértil para se expressar simbolicamente.
Os pés representam, para o organismo, sua base de apoio e sustentação, partindo daí o sentido de segurança de cada um.
Pela massagem nos pés pode-se ativar a circulação energética correspondente ao corpo, já que ali encontram-se refletidas todas as outras partes do corpo. Chama-se a isto REFLEXOLOGIA, que tem por finalidade evitar o desgaste de energia, reduzir a tensão [estresse] e criar uma participação consciente do que ocorre com o próprio corpo. Além disso, vê-se nos pés uma grande importância como símbolo de poder e, ao mesmo tempo, de vulnerabilidade, como nos mostra a Mitologia Grega em algumas de suas figuras que foram marcadas por uma situação com os pés, como o gigante criado pela deusa Hera para matar Héracles, e que perdeu suas forças quando o herói ergueu-o bem alto, tirando-lhe os pés do chão, a fonte de sua força; Édipo, que quer dizer "pés inchados" , quase morreu ao ser pendurado numa árvore, pelos tornozelos; Jasão, quando voltou a sua terra natal para ocupar o trono que era seu de direito, fez-se conhecer pelo fato de estar com um pé calçado e outro descalço; Aquiles, "quase" imortal, tinha nos calcanhares seu único ponto vulnerável, e outros mais. Destacamos aqui o herói Aquiles, um dos mais conhecidos por esta característica. AQUILES:
Filho de Peleu e da deusa do Mar, Tétis, Aquiles estava destinado a ser um grande guerreiro e a morrer em batalha, apesar dos esforços de sua mãe para transformá-lo num ser imortal. Para isso, Tétis banhava o filho pequenino no rio Estige [existem outras versões] segurando-o pelo pés, de forma que estes não se molharam nas águas do rio. Assim, Aquiles tornou-se imortal, menos nos calcanhares, seu único ponto vulnerável.
A criança cresceu alimentando-se de fígado de leão, javali e mel, o que iria torná-lo um dos homens mais fortes de sua época. Temendo pela vida do filho, Tétis disfarçou o menino fazendo com que usasse roupas femininas, para evitar que viesse a participar de guerras. Em vão. Mesmo disfarçado, Aquiles, já rapaz, dava mostras de seu conhecimento das artes marciais, quando foi descoberto por Ulisses, que solicitou sua presença na luta que então se iniciava entre gregos e troianos. Aquiles aceitou lutar ao lado dos gregos, apesar da advertência materna: se lutasse, teria uma vida gloriosa e curta; se ficasse, viveria muito, mas sem glórias. O herói preferiu a vida breve e gloriosa. Partiu para a guerra e conquistou inúmeras vitórias, até morrer ao ser atingido no calcanhar pela flecha certeira do inimigo Páris.
*Lydia Alves, taróloga e pesquisadora em Mitologia Grega. Ministra cursos e palestras sobre o assunto. Tel: (21)234-4198
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