O sincretismo continua...
 
MATÉRIAS ESPECIAIS

Apesar de terem visto, aqui e lá quão diferente é a tradição de ÒRÌSÀ do Candomblé, o chamado do pai e dos avós é mais forte. Mesmo usando colares africanos e roupas importadas, mesmo tendo uma ligeiríssima noção do Oráculo IFA, o sincretismo permanece, o culto aos caboclos, pretos velhos, boiadeiros, pomba-giras e exus (não ÒRÌSÀ ÈSÚ, mas o brasileiro exu sincretizado com o demônio cristão) têm largo espaço nos templos. Ainda que tendo noções da língua Yorùbá, em cursos oferecidos por Institutos Culturais e Universidades, mantêm as cantigas cantadas em linguagem truncada, e a maioria realmente limita-se a repetir sons, sem saber o que falam, rezam e cantam, com o argumento que o Yorùbá religioso é diverso do moderno Yorùbá coloquial.

*ÌYÁLÒRISÁ Sandra Medeiros Epega
ÌYÁLÒRISÁ do Ile Leuiwyato - Templo de Culto aos ÒRÌSÀ

 

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