QUALIDADE DE VIDA:
As crianças que habitam em nós querem brincar
 
MATÉRIAS ESPECIAIS

Por Vanessa Mazza Furquim
vanne.furquim@gmail.com


É possível que, para nossa mente dita "adulta", soe estranho admitir e até mesmo pensar que, na verdade, ainda agimos como crianças ou pré-adolescentes. Pois é justamente nesta fase que nossas mentes ficaram congeladas, mesmo nossos corpos tendo se desenvolvido e nossas responsabilidades aumentado.

Dizem que grande parte dos adultos ainda mantém uma mente adolescente. Em outras palavras, você já observou como são suas reações frente aos problemas? Frente às adversidades? Como você demonstra que está contrariado? Será que não faz pirraça, fica de cara amarrada, finge que não está ouvindo?

Antes de lidar com um problema, é preciso reconhecê-lo para que seja possível traçar um plano realmente efetivo para resolvê-lo. Porque, enquanto negarmos certas características nossas - não as percebendo com lucidez - a tendência é que continuemos simplesmente agindo no "automático", o que é, com certeza, uma tendência global.


Então, se ainda agimos como crianças, temos dois caminhos a percorrer, duas escolhas: ou nos tornamos de fato adultos, ou assumimos de uma vez nosso caráter infantil, transformando-o da pirraça para a graça, da irritabilidade fácil para a inocência, transformando enfim daquele condicionamento de não querer assumir responsabilidades, para aquele natural em todos os pequenos, de simplesmente relaxar frente à vida, aproveitando cada momento, brincando, confiando no sonho, alimentando a esperança, realizando tudo com alegria espontânea, com força de vontade (porque quando uma criança quer, ela o obtém).

Desse modo, se não formos adultos reais, pelos menos seremos adultos-crianças, cheios de prazer e vida, ao invés de adultos-infantilizados, que nada realizam e que esperam que os outros (pais artificiais) dêem conta do recado.

As crianças dentro de nós querem brincar, por isso, aqui vão algumas dicas:

- Procure fazer atividades consideradas infantis como recortes, colagens, desenhos;
- Sai para dançar músicas alegres em lugares informais;
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- Vá para a praia e para o campo e brinque com os animais, na areia, na grama - faça um piquenique;
- Pratique algum esporte sem regras, sem pontuação, sem o intuito de manter o corpo em forma, apenas para se divertir;
- Leia livros ou assista filmes bobos, sem muito compromisso, livros e filmes que lhe tragam uma sensação de bem-estar;
- Invente novos pratos na cozinha, misturando coisas inusitadas, não se importando se haverá ou não sujeira para limpar.

Entre muitas outras coisas...

O importante é manter o espírito da despreocupação, pelo menos uma vez ao dia, se lembrando que nós não temos controle sobre a vida, mas temos sobre nós mesmos, sobre nossa postura e nossa mente.

Faça dos seus dias uma seqüência de alegria, riso, diversão e coisas surpreendentes. Deixe sua criança interior brincar!

 

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