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MATÉRIAS ESPECIAIS |
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Iluminação é o reconhecimento espontâneo de que nunca houve algo como um 'você' ou um 'eu'. Ao contrário, há somente o desdobrar-se da natureza Buda. A idéia persistente de ser um 'eu' obscurece nossa verdadeira identidade impessoal. O ilusório eu separado não é mais do que uma nuvem passageira atravessando o céu aberto de nosso ser mais profundo.
UMA CATEGORIA PARADOXAL Os ensinamentos zen sobre a iluminação apresentam-nos um profundo paradoxo: o mestre iluminado é alguém que sabe que ele ou ela não é um 'alguém'. Tornar-se iluminado não é ganhar algo maravilhoso. É perder algo. É finalmente abandonar a idéia ilusória de ser um eu separado e descobrir qual tem sido nossa natureza verdadeira. NADA PARA O 'EU' O Caminho Zen nos leva a uma jornada cujo destino é a percepção de que nunca houve ninguém que fez a jornada. A iluminação não é algo que beneficia 'você' ou 'eu'. É a ausência da ilusão de haver um 'você' ou 'eu' a beneficiar. A iluminação é o objetivo último do Budismo mas, ironicamente, somente quando o conceito de ser um 'alguém' é abandonado que a iluminação ocorre naturalmente. UM PROCESSO NATURAL A iluminação é algo que apenas acontece. É uma ocorrência natural impessoal. Assim como as flores se abrem e o sol nasce, alguns seres humanos acordam. Louvar alguém que é iluminado e condenar-nos pro nossa ignorância é entretanto tão insensato quanto comprovar o florescer mas arrancar o botão. IR PARA CASA Embora a iluminação possa soar como um estado estranho e sobrenatural, o Zen ensina que é absolutamente familiar - como ir para casa. Mestre Foyan compara-a a visão súbita do seu pai, depois de muitos anos de ausência. Você sabe quem é sem a menor sombra de dúvida. Você não precisa perguntar a ninguém. A iluminação é como isso. A iluminação que precisa ser certificada por alguma autoridade não é real iluminação. Timothy Freke, em 'Zen, palavra básica', Ed. Vitória Régia
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