CANTO DE LUZ:
História de Francisco Cândido Xavier
A morte do cachorro deficiente
 
MATÉRIAS ESPECIAIS

Em CHICO, DE FRANCISCO, revela Adelino da Silveira que há muitos anos o médium de Uberaba possuía um cachorro, que nascera deficiente ou fôra atropelado. É uma história típica da bondade de Chico Xavier. O animal lhe dava muito trabalho. Madrugada, quando regressava do centro espírita, ele tinha que limpar o quarto. Gastava com o cão parte do seu magro salário em alimentos, remédio e agasalhos. Um dia, quando chegou, o cachorro estava morrendo. Chico se lembra , com os olhos tristes até hoje: Parecia que ele me esperava. Olhou-me demoradamente, de um jeito muito terno, abanou a cauda e morreu. Enterramo-lo no fundo do quintal, derramando sentidas lágrimas. Meses passados, uma das irmãs lhe disse: Chico você se recorda daquele cachorro aleijado? Vou lhe contar uma coisa. Não foi morte natural. Dona Fulana tinha pena de ver você chegar de madrugada e ainda ter tanto trabalho e despesas. Por isso, para seu alívio, lhe deu veneno. O médium entrou em prantos. Meu Deus, não me digam uma coisa dessas! Que absurdo, que crueldade! Chico se amofinou. Todos podiam identificar nele o aborrecimento. Quando menos esperava, ele ouviu do espírito de Emmanuel esta advertência: - A mágoa que você asila no seu coração está atrapalhando o trabalho dos bons espíritos. Eles não conseguem se aproximar de você. Trate de se livrar dela. - Não consigo esquecer, respondeu. - Más é preciso. - Como? - Dando uma grande alegria aquela mulher. Indignação do grande sensitivo: - Eu dar alegria a ela? Mas fui eu o ofendido! Emmanuel foi categórico: - A receita não é minha. é de nosso Senhor Jesus Cristo. Leia o Evangelho: "Fazei bem aos que vos aborrecem". Resignado, Chico saiu à procura de amigos comuns. Descobriu que a senhora que lhe envenenara o cão de estimação desejava muito possuir uma máquina de costura. Dirigiu-se, então, a uma loja e ali a adquiriu para pagar em longas prestações. Quando foi visitá-la com o presente, dona Fulana ficou tão feliz que o abraçou e beijou, com tanta gratidão e tanto amor, que a sombra de mágoa que Chico trazia no coração se dissipou e uma luz o envolveu da cabeça aos pés. Foi assim que os bons espíritos puderam novamente dele se acercar, para continuação de seu trabalho apostólico em benefício dos que sofrem e precisam de consolo. Mágoa no coração, nunca mais.
* extraído da Revista Espírita Allan Kardec nº 25

 

Bemzen © Copyright 1999 • BZ Agência Online - Todos os direitos reservados
Desenvolvimento: BZ Agência Online Comunicação • Design: BZ Agência Online