Do estereótipo
clássico que marcou as secretárias durante muitos anos,
restaram apenas raras e abomináveis piadas sem graça. O
mundo moderno se rendeu, finalmente, ao poder dos profissionais da área
de Secretariado Executivo, que se tornam funcionários cada vez
mais importantes para as empresas de todos os setores. Uma das poucas
profissões ainda majoritariamente femininas, o secretariado se
transformou em uma função não apenas de apoio mas
de complementação do trabalho do executivo, que delega cada
vez mais tarefas, por causa da falta de tempo para executá-las.
Entre as funções
de secretaria estão o controle da agenda de compromissos do superior,
o acompanhamento de reuniões e a redação de relatórios
e correspondências, o atendimento do público interno e externo,
o arquivamento de documentos, entre outras atividades da rotina específica
do setor. Assim como acontece em outras profissões, nesta também
já não se pode sobreviver sem bons conhecimentos de informática
e de pelo menos mais um idioma - geralmente, é fundamental saber
inglês, mas cresce a demanda por profissionais que dominam o espanhol.
"Mas não
basta ter diploma", alerta Luiz Fernando Figueiredo, assistente de
coordenação da Faculdade de Secretariado Executivo da Universidade
São Judas Tadeu, em São Paulo. "O bom secretário
executivo tem que ter respostas para as questões que se apresentam
no dia-a-dia", completa. Isso significa que a capacidade para tomar
decisões é uma qualidade indispensável. Muitas vezes,
na ausência do chefe, é preciso contornar conflitos e situações
inesperadas, de maneira a não obstruir o fluxo de trabalho. Esse
profissional também deve ter sólidas noções
de administração e boa dose de diplomacia para saber lidar
com os demais funcionários e com a clientela da empresa.
Organização
é outra característica desejável, que facilita o
trabalho do secretário executivo, sempre às voltas com inúmeros
compromissos - planejamento de eventos, acompanhamento de conferências,
preparação de reuniões e pagamento de contas. Estar
bem informado sobre fatos que possam ser de interesse para a companhia
é fundamental. Por isso, a leitura de jornais e revistas semanais
deve ser um hábito.
Na faculdade, o aluno
recebe uma formação global. As disciplinas vão de
cultura brasileira a psicologia, de matemática e estatística
a contabilidade e Economia. Sem falar nas matérias que dizem respeito
mais diretamente à rotina profissional, como noções
de direito e ética, protocolo, administração e informática.
Em geral, o estudante
consegue emprego antes de concluir o curso. "O mercado de trabalho
é estável, mesmo em épocas de crise", informa
Figueiredo. Mas, atenção: é fundamental não
desperdiçar as oportunidades de estágio que aparecerem durante
o curso. Nessa área, a experiência e o desembaraço
contam muito para uma contratação. No início de carreira,
o salário pode variar em torno de R$ 700.
BAURU - USC, GUARULHOS - F. Int. Elite, MOGI DAS CRUZES
- UBC, OSASCO - Ct. Univers. da Fund. Inst. de Ens. de Osasco,
S. BERNARDO DO CAMPO - Umesp, S. JOSÉ DOS CAMPOS
- Univ. do Vale do Paraíba, SANTOS - Ct. Univers. Monte
Serrat, SÃO PAULO - Ct. Univers. Nove de Julho, F. Assoc.
Ipiranga, F. Independente Butantã, F. Int. Hebraico Brasileiras
Renascença, F. Ítalo-Brasileira, Facesp, PUC SP, Unip, Univ.
Anhembi Morumbi, Univ. Cidade de SP, Univ. Cruzeiro do Sul, Univ. de Sto.
Amaro, Univ. Ibirapuera, USJT, STO. ANDRÉ - F. Int. Senador
Fláquer.