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Poucas pesquisas e muitas aulas Com um olho no presente e outro no passado, o historiador investiga os acontecimentos de todas as épocas para produzir conhecimento científico. Ele usa um variado elenco de fontes históricas, além de muita, muita pesquisa em museus, bibliotecas, arquivos e centros de documentação. Sua função é estimular a reflexão crítica sobre os fatos e estudar para explicar como, quando, onde, por quê ocorreu determinado fato e de que maneira ele influiu em acontecimentos atuais. Com espírito investigativo, esse profissional consegue levantar aspectos econômicos, sociais, políticos e culturais de episódios que mudaram a própria história da humanidade, como as duas guerras mundiais. O curso de História forma bacharéis preparados para a pesquisa. Por isso, além de gosto por leituras e apego pela investigação, o historiador deve ter boa formação cultural. Na faculdade, ele se familiariza com temas como sociologia, história econômica, das artes e do Brasil, antropologia, história antiga e moderna, entre outras. Fora da tradicional área do magistério (para a qual é preciso fazer licenciatura), o historiador pode trabalhar em centros de pesquisa e educação, na gestão de arquivos públicos e privados e na assessoria de projetos ligados à História. Outro nicho de atuação são as empresas de difusão artística e cultural, como emissoras de TV e produtoras de cinema, que contratam historiadores para dar consultoria sobre temas históricos. Órgãos de preservação do patrimônio histórico, artístico e cultural também abrem suas portas aos profissionais de História. Além de poucas empresas, como a Eletropaulo, que tem um dinâmico e produtivo setor de patrimônio histórico. Embora se trate de
um campo saturado, a maioria dos formados vai mesmo para salas de aula,
em estabelecimentos de ensino fundamental, médio e superior, se
tiver mestrado. A profissão de historiador ainda não é
reconhecida, embora há muito tempo esteja em tramitação
no Congresso um projeto que cria e regulamenta a atividade. Isso é
um empecilho para a conquista de um piso salarial. Os salários
são muito baixos e regionalmente muito desiguais. Nas escolas particulares
a remuneração é mais alta do que nas públicas.
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