O visual
de um jornal ou de uma revista é um dos atrativos que fazem os
leitores se manterem fiéis a uma publicação. Da mesma
forma, o visual de um folheto de propaganda tem o poder de fazer o leitor
se interessar ou não pelo que está sendo anunciado. Por
isso, as empresas jornalísticas investem pesado na reformulação
de seus projetos gráficos e as agências de propaganda chegam
a esboçar dezenas de propostas visuais, até chegar ao logotipo
definitivo de um produto.
Essas
são tarefas típicas do designer gráfico, que trabalha
não só em publicações e agências de
publicidade, mas na produção de cartazes, manuais técnicos,
embalagens, placas de sinalização e em todas as áreas
das artes gráficas. Um apurado senso estético e o domínio
das tecnologias gráficas e digitais são requisitos fundamentais
para o sucesso nessa área especialmente rica em oportunidades
nesta era da informação.
São
poucos os profissionais realmente habilitados. Assim, os que entram no
mercado e provam sua competência são muito valorizados,
justifica Alécio Rossi Filho, coordenador do curso de Design Gráfico
do Senac, em São Paulo, um dos únicos no Brasil com nível
superior. Embora a carreira universitária seja recente, os designers
gráficos com formação superior saem direto dos estágios
para as empresas, com salários iniciais em torno de R$ 2 mil
um patamar elevado se comparado a outras atividades.
Os profissionais
que se dedicam à pesquisa em Design Gráfico encontram boas
oportunidades em empresas de produção gráfica, emissoras
de TV, estúdios fotográficos. Mas o mercado de trabalho
é especialmente favorável para quem se especializa nas novas
linguagens digitais e eletrônicas. Empresas que exploram o nicho
da internet estão sempre em busca de especialistas (ainda raros)
na concepção visual de sites.
Apesar
das boas ofertas de trabalho, muitos autodidatas competem com aqueles
que têm formação acadêmica. Para enfrentar a
disputa por uma vaga, o designer gráfico deve munir-se de um portfólio
atraente, que mostre seu estilo. Isso é relativamente fácil
para quem tem mesmo vontade de se firmar na área, explica
o coordenador do Senac. Basta aproveitar as oportunidades de estágio
que aparecem durante o curso. Elas constituem a bagagem básica
para o exercício profissional e contam pontos na hora de o recém-formado
se candidatar a um posto de trabalho.
Design
Gráfico, com raras exceções, como o Senac em São
Paulo e a Universidade de Pelotas, no Rio Grande do Sul, que oferecem
cursos de graduação, constitui uma disciplina dentro de
desenho industrial. Por isso, quem deseja se direcionar mais para projetos
gráficos deve consultar a grade curricular dos cursos para saber
quais os que dão maior ênfase a essa especialização.